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Menores de 14 anos: por que Justiça brasileira absolve estupradores de vulneráveis? É a exceção de Romeu e Julieta?

Casos de homens que se relacionam com meninas de até 13 anos são absolvendo pelo STJ. O que ocorre?

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 25/02/2026 às 19:30 · Atualizado há 1 dia
Menores de 14 anos: por que Justiça brasileira absolve estupradores de vulneráveis? É a exceção de Romeu e Julieta?
Foto: Reprodução / Arquivo

O Código Penal brasileiro estabelece que ter relação sexual com menor de 14 anos é crime de estupro de vulnerável.

Essa definição visa proteger pessoas menores de idade, que não têm capacidade legal para consentir em relacionamentos sexuais.

No entanto, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) tem usado a 'exceção de Romeu e Julieta' para justificar a absolvição de homens que se relacionaram com meninas de até 13 anos.

A 'exceção' tem como base a ideia de que, em certos casos, a relação sexual entre pessoas com uma diferença de idade considerável pode ser justificada, desde que haja consentimento e ausência de violência física.

O que é a 'exceção de Romeu e Julieta'?

Essa exceção tem sido utilizada para absolver homens que iniciaram relacionamentos com meninas jovens, muitas vezes com alegação de que a menina havia perdido a virgindade ou que havia relações sexuais anteriores.

A definição de 'exceção de Romeu e Julieta' é baseada em um caso de Shakespeare, onde a personagem Julieta tinha 13 anos e se casou com um homem mais velho.

Críticas à 'exceção de Romeu e Julieta'

Muitos especialistas crêem que a 'exceção de Romeu e Julieta' não é adequada e está contribuindo para a normalização de relações sexuais entre adultos e menores de 14 anos.

Essa exceção pode levar a um cenário em que os menores estão expostos a abusos sexuais, com consequências graves, incluindo gravidez precoce e abordos.

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