Silent Hill f: Um Jogo de Terror com Foco nos Direitos das Mulheres
O novo capítulo da franquia de terror da Konami, Silent Hill f, se passa no Japão dos anos 60 e coloca em cena Hinako, uma jovem presa entre as rígidas expectativas da tradição e os primeiros ventos de mudança em torno dos direitos das mulheres.
Para garantir que os medos da protagonista soassem genuínos, o estúdio NeoBards adotou uma abordagem direta: ouvir, sistematicamente, as mulheres da própria equipe de desenvolvimento. O diretor do jogo, Al Yang, explicou que o tema principal do jogo são os direitos das mulheres e como eles eram percebidos naquele período.
Os medos que atormentam Hinako ao longo da aventura, como o terror do casamento e da gravidez, o receio de se tornar igual à mãe, o medo de perder amizades ou de ficar presa para sempre em sua cidade natal, foram amplamente percebidos pelos jogadores como autênticos.
O diretor foi ainda mais honesto ao detalhar os limites da própria perspectiva, destacando a importância de ouvir as mulheres da equipe para entender melhor os medos e pressões que elas enfrentam.
A Direção Artística do Jogo
Seguindo a tradição da saga, os monstros de Silent Hill f não são criaturas aleatórias, eles são manifestações físicas de traumas e inquietações reais. No caso do monstro que representa o medo de Hinako em relação à gravidez, a participação feminina foi determinante tanto no conceito quanto na execução.