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Muito além dos dinossauros da bola: veja o almanaque dos estaduais 2026

Amados por uns, contestados por outros, os Campeonatos Estaduais estão de volta. Independentemente das mudanças de temporada ou de formato, essas competições...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 10/01/2026 às 08:51 · Atualizado há 4 dias
Muito além dos dinossauros da bola: veja o almanaque dos estaduais 2026
Foto: Reprodução / Arquivo

Amados por uns, contestados por outros, os Campeonatos Estaduais estão de volta. Independentemente das mudanças de temporada ou de formato, essas competições preservam uma característica essencial: são sempre férteis em histórias, curiosidades e personagens.

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Em 2026, os estaduais tiveram início mais cedo. Não por acaso, os campeonatos do Ceará, do Paraná, de Pernambuco e de Santa Catarina já deram a largada. A antecipação faz parte de um planejamento mais amplo, motivado pelo ano de Copa do Mundo, que prevê paralisação das competições em junho, e pela adoção do novo calendário da CBF.

Vagner Love continua no Retrô para 2026 — Foto: Divulgação / Retrô

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Algumas equipes da Série A do Campeonato Brasileiro terão que conciliar os estaduais com as primeiras rodadas da Primeira Divisão. Em outros casos, a reta final das competições coincidirá com a Copa do Brasil. Este almanaque reúne dados, curiosidades e informações sobre os campeonatos que movimentam o início do calendário do futebol brasileiro.

Qual é o estadual mais forte do País? Para estabelecer um ranking de dificuldade dessas competições, o ge utiliza um critério de pontuação baseado no conjunto de clubes de cada estado presentes nas quatro divisões do Campeonato Brasileiro.

Jogadores do Corinthians comemoram o título do Paulistão 2025 — Foto: Marcos Ribolli

O Campeonato Paulista, por exemplo, reúne seis clubes na Série A, quatro na Série B, quatro na Série C e cinco na Série D. Esses números colocam o Paulistão na liderança do ranking com folga. Outro dado relevante é que, entre os 27 campeonatos estaduais do país, apenas Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo contam com representantes em todas as divisões nacionais.

Para a elaboração do ranking, foi atribuída uma pontuação específica a cada divisão do Campeonato Brasileiro. Clubes da Série A somam quatro pontos para seus respectivos estados; os da Série B acrescentam três; enquanto as equipes das Séries C e D contribuem com dois e um ponto, respectivamente.

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Quando o assunto é conquistar títulos estaduais, os nomes que compõem essa lista são sinônimo de excelência. E há um personagem que entende bem desse tema: Givanildo Oliveira. À beira do gramado, foram 17 troféus como treinador; dentro de campo, outros 12 como jogador. Ao todo, são 29 títulos estaduais conquistado.

Givanildo Oliveira relembra momentos no América/MG e no Santa Cruz

Na área técnica, nenhum treinador, em atividade ou já aposentado, se equipara a Givanildo Oliveira. Como jogador, no entanto, outros três nomes também alcançaram a marca de 12 títulos estaduais: Durval, Quarentinha e Jorge Henrique. Entre esses ex-atletas, cada trajetória tem características próprias.

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Durval conquistou títulos estaduais em 10 temporadas consecutivas, ainda que por clubes diferentes. Quarentinha, por sua vez, levantou todas as 12 taças pelo Paysandu, incluindo dois tricampeonatos seguidos. Jorge Henrique, por sua vez, soma conquistas por oito clubes distintos.

Quarentinha ao lado de sua estátua, na Curuzu — Foto: Ascom Paysandu

Givanildo Oliveira é o "Rei dos Estaduais' — Foto: Reprodução

Alguns desses jogadores já desfilaram pelos principais gramados da América do Sul e até da Europa. Não por acaso, tornaram-se apostas de diversos clubes para os Campeonatos Estaduais. Confira alguns deles:

Confira os atuais campeões de cada competição. Em 2025, o Primavera-MT, por exemplo, conquistou de forma inédita o Campeonato Mato-grossense, marcando um capítulo histórico na sua trajetória.

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Diferentemente dos atuais campeões, há diversos clubes na espera por um novo título local. Um deles, por exemplo, já ultrapassa 100 anos sem conquistar . Confira o Top-10 das equipes com os maiores jejuns de títulos, considerando apenas os times que disputarão a divisão principal de seus respectivos estados.

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O fantasma da Série B é conhecido em todo o país, e nos estaduais não é diferente. Há equipes tradicionais que, por um período, ficam fora da elite do seu estado. É o caso do Ituano, que mais uma vez disputará a Série A2 do Campeonato Paulista. O Galo de Itu conquistou o Paulistão em duas ocasiões: 2002 e 2014.

No Rio de Janeiro, o America também vive situação semelhante. Sete vezes campeão estadual, o Mecão é o clube com mais títulos estaduais depois dos quatro grandes cariocas. Sob a presidência do ex-atacante Romário, a equipe disputará a Série A2 do Campeonato Carioca em 2026, após terminar a edição de 2025 da Segundona na sexta colocação.

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Mazola Júnior comanda Ituano em jogo-treino — Foto: Flávio Torres/Ituano FC

Situação semelhante vive o Alecrim, no Rio Grande do Norte. Terceiro maior campeão estadual do estado, com sete títulos, atrás apenas de ABC e América-RN, o clube ficou fora da zona de classificação na última temporada e disputará novamente a segunda divisão do Potiguar.

Outro time que merece destaque é o Paraná. Após mais uma temporada frustrante, o Tricolor retornou à Divisão de Acesso do Campeonato Paranaense, marcando o terceiro rebaixamento da história do clube.

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Entre todos os estaduais, os estádios também são grandes atrações. No Rio de Janeiro, o Maracanã é palco certo para os principais jogos e é a casa de Flamengo e Fluminense. Com capacidade para 78.838 torcedores, é o maior estádio do país.

Em São Paulo, diferentemente do Rio, cada clube costuma ter seu próprio estádio. O mais recente a entrar nessa lista é o Primavera-SP, que aproveitou para modernizar sua casa e receber a visita dos "irmãos mais velhos". O estádio Ítalo Mário Limongi passou por reformas avaliadas entre R$ 6 milhões e R$ 8 milhões, elevando o padrão da praça esportiva.

Novas torres de iluminação do estádio do Primavera — Foto: Marcelo Chiconato | Primavera SAF

Enquanto em alguns estados cada clube conta com seu próprio estádio, no Campeonato Roraimense a história é diferente. O Estádio Canarinho, em Boa Vista, funciona como "coração de mãe": cabe todo mundo. Nesta competição, todas as partidas são realizadas na mesma praça esportiva, e, nesta edição, as rodadas duplas estão programadas para sábados e terças-feiras.

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