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Através das redes sociais, quarterback americano vai parar no Japão

Durante a clínica para quarterbacks ministrada por Davi Belfort no Rio de Janeiro, no último domingo (4), um americano se destacava em relação aos demais par...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 08/01/2026 às 08:11 · Atualizado há 16 horas
Através das redes sociais, quarterback americano vai parar no Japão
Foto: Reprodução / Arquivo

Durante a clínica para quarterbacks ministrada por Davi Belfort no Rio de Janeiro, no último domingo (4), um americano se destacava em relação aos demais participantes. David Pindell, de 31 anos, mostrava velocidade e precisão nos passes, enquanto escutava atentamente as instruções do brasileiro. Tratava-se de um atleta profissional do futebol americano. Mas não da NFL: Pindell joga no Japão.

David Pindell, jogador profissional de futebol americano no Japão — Foto: Adriano Albuquerque

Como ele foi parar no outro lado do mundo é ainda mais curioso. Após dois anos como quarterback titular na universidade de Connecticut, o jovem de Columbia, Maryland (EUA), fez testes no Minnesota Vikings como running back e no Tampa Bay Buccaneers como wide receiver, mas foi cortado antes do início da temporada. Posteriormente, jogou na Arena Football League (liga indoor com campo reduzido) e na liga profissional do Canadá, mas não vingou.

Foi aí que o jovem encontrou nas redes sociais uma aliada para seguir seus sonhos. Pindell postava vídeos de seus melhores momentos e de seus treinos e engajava bastante. Um dia, através do Instagram, foi contactado por dirigentes de um time profissional do Japão, e acabou contratado para jogar pela equipe de Kobe na X-League, principal liga do país.

- Para mim, a mídia social foi uma grande ajuda. Nos últimos seis, sete anos, eu postei todos os meus treinos nas redes sociais. Posto, eles recebem muita atenção. E os times japoneses viram minha história e me procuraram. Eu entrei numa chamada no Zoom, e foi assim que eu assinei. Foi assim que conheci gente do Brasil, equipes na Europa, tudo através das redes sociais - contou ao ge.

David Pindell em ação pela universidade de Connecticut em 2018 — Foto: Williams Paul/Icon Sportswire via Getty Images

Pindell chegou ao Japão em 2022 e logo se tornou o titular do Elecom Kobe Finies. A X-League é formada por 12 equipes, todas ligadas a empresas. Cada equipe pode contar com três jogadores profissionais estrangeiros, tipicamente americanos; o restante do elenco é formado por funcionários das empresas.

- É um pouco diferente da América, a forma como é estruturado. Na América, a temporada de futebol americano é no outono, o treino é de segunda a domingo, é um emprego de tempo integral. No Japão, o treino é sábado e domingo, e eles dividem a temporada em dois. Tem a temporada de primavera, de abril a junho, e a temporada de outono, que vai de setembro até janeiro. Eles jogam de dois em dois domingos, jogam seis a sete jogos de temporada regular, e tem dois jogos de playoffs. E a final se chama Rice Bowl - relatou.

Através das redes sociais, Pindell conheceu também Patrick Dutton, fundador da Rio Football Academy, e veio ao Brasil no início de 2025. Na ocasião, conheceu também sua noiva, Lari Freitas, motivo pelo qual veio ao país novamente este ano. Quando pode, treina com Dutton e outros jogadores no Rio. Apesar de jamais ter assistido a jogos no Brasil, elogiou o que já viu dos treinos locais.

- Eu não vi nenhum jogo ainda, mas treino com muitos caras, arremesso com eles. E você pode ver que eles têm potencial para continuar crescendo e melhorando, porque eles não começam a jogar muito jovens, começam a jogar tarde. Tem muita coisa que precisam aprender e entender, mas no geral, eles entendem que precisam melhorar. Tem muita coisa que eles podem melhorar e eles têm treinos muito bons aqui.

David Pindell com a noiva, Lari Freitas, no Rio de Janeiro — Foto: Adriano Albuquerque

Incluindo os treinos ministrados por Davi Belfort no domingo. Pindell não conhecia muito do brasileiro, apesar de ele jogar numa universidade (UCF) da mesma conferência que a escola em que estudou (UConn), mas tirou uma boa impressão do que viu na clínica.

- Eu o conheci há duas semanas através do Patrick. UCF é um programa muito bom, eles têm um treinador (de quarterbacks) lá, Mackenzie Milton, que era um quarterback muito bom quando eu estava na faculdade. Se ele está nas mãos dele, vai ser um ótimo quarterback. Ele parece saber o que está fazendo com a clínica de quarterbacks, passando todos os exercícios e explicando tudo. Dá pra ver que ele entende o futebol americano - elogiou David.

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