O diretor financeiro da Vivara, Elias Leal, disse, nesta quinta-feira (8), durante teleconferência de resultados do primeiro trimestre, que a joalheira deve remodelar enter 40 e 50 unidades no decorrer deste ano. A companhia investiu R$ 19,7 milhões entre janeiro e março, queda de 44,3%. A reforma de lojas físicas da Vivara, segundo a diretoria da rede de joalheria, representa maior fluxo.
Os investimentos em reformas e manutenção recuaram 23,3%, para R$ 2,7 milhões, enquanto R$ 7,5 milhões foram aportados em aquisição de maquinário fabril, mais que o dobro de investimentos em fábrica no primeiro trimestre do ano passado.
Com o amadurecimento das lojas que passaram por ‘retrofit’, a expectativa é que a margem bruta da companhia cresça. “Esperamos continuar buscando ganhos de eficiência e melhorar retorno de cada real investido por acionista”, afirmou Leal.
A receita bruta da companhia cresceu 14,9% no comparativo anual, para R$ 660,5 milhões, enquanto a margem bruta caiu 0,3 ponto percentual, para 67,9%
A Vivara lucrou R$ 115 milhões no primeiro trimestre deste ano, alta de mais de três vezes o lucro registrado no mesmo período de 2024. A receita líquida cresceu 20,8%, para R$ 537 milhões.
Aumento da dívida líquida não representa mudança estrutural na Vivara, diz comando
Elias Leal apontou, ainda, que o maior endividamento registrado no primeiro trimestre deste ano não representa uma mudança estrutural no capital da companhia. De acordo com o relatório de resultados do primeiro trimestre, o endividamento bruto cresceu 17,8%, para R$ 469,5 milhões, em razão da “natureza das novas operações de risco sacado”.
A Vivara passou a contratar saldos de risco sacado de prazo superior a noventa dias, registrados na linha de empréstimos. A companhia também reverteu geração de caixa em consumo de R$ 193,3 milhões em caixa, em razão de o nível de estoques ter quase triplicado no comparativo anual.
Importações e marca Life
A empresa apontou que foi necessário ampliar as importações para atender à demanda da marca Life, cuja receita de lojas cresceu 31,1% no comparativo anual, para R$ 135,1 milhões.
“Não estávamos conseguindo atender à demanda necessária para suportar a Life, então optamos pela importação, o que tem um efeito no curto prazo, e tivemos uma diminuição nos trimestres seguintes”, disse o diretor-presidente, Icaro Borrello.
Ele afirmou ainda que, atualmente, 8% do inventário da companhia se encaixam na categoria de produtos de baixo giro que estão super estocados.