Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, defendeu nesta segunda-feira (16) a ideia de que o Federal Reserve (Fed), o banco central do país, realizar uma 'reunião especial' para cortar as taxas de juros 'agora mesmo'.
A afirmação do presidente veio após um juiz americano bloquear as intimações de uma investigação conduzida pelo governo Trump contra o atual presidente do Fed, Jerome Powell.
Na semana passada, o juiz James Boasberg, da capital Washington, bloqueou as intimações, afirmando que elas tinham um 'propósito inadequado' e não poderiam ser usadas para pressionar Powell a reduzir as taxas de juros.
'O governo não apresentou qualquer prova de que Powell tenha cometido qualquer crime além de desagradar o presidente', escreveu o juiz. 'O governo bem que poderia investigá-lo por fraude postal só porque alguém o viu enviar uma carta.'
A procuradora federal do Distrito de Columbia, Jeanine Pirro, responsável pela investigação, disse que o Departamento de Justiça recorrerá da decisão.
Os acontecimentos de semana passada deixam em aberto tanto a investigação envolvendo Powell quanto a intenção de Trump de nomear o ex-governador do Fed Kevin Warsh para assumir o comando da instituição, quando o mandato de Powell terminar, em meados de maio.
Investigação e Críticas
Warsh é considerado mais favorável a cortes nas taxas de juros.
Powell, freqüentemente alvo de críticas de Trump, tornou pública a investigação em 11 de janeiro, classificando-a como uma ameaça à independência do Fed.
Reação à Decisão
A procuradora federal Jeanine Pirro, indicada por Trump no ano passado, reagiu duramente à decisão, acusando Boasberg de ultrapassar sua autoridade e de proteger Powell de investigações.
'Como resultado, Jerome Powell goza hoje de imunidade', disse Pirro aos repórteres, acrescentando que sua suspeita de que uma lei foi violada é motivo suficiente para prosseguir com os processos.