O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou nesta sexta-feira (27) as preliminares levantadas pelas defesas dos réus acusados de integrar o chamado "núcleo 2" da trama golpista e marcou os depoimentos das testemunhas entre os dias 14 e 21 de julho.
Fazem parte do grupo o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques, os ex-assessores da Presidência Filipe Martins e Marcelo Câmara, o general da reserva Mario Fernandes e os ex-diretores do Ministério da Justiça Marília Alencar e Fernando Oliveira.
A decisão marca o início da fase de instrução da ação penal. Ao todo, devem ser ouvidas 118 pessoas como testemunhas, entre elas dois filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL): o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o vereador Carlos Bolsonaro (PL). Eles foram indicadas por Filipe Martins e as audiências estão previstas para o dia 16 de julho.
Já a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu para que o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e o ex-comandante do Exército Freire Gomes sejam ouvidos. Os depoimentos foram marcados para o dia 14.
A Primeira Turma do STF aceitou a denúncia contra o grupo em 22 de abril. Eles são acusados de cinco crimes, por tentar dar um golpe de Estado para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Também nesta sexta-feira, Moraes abriu os prazos para os réus do chamado “núcleo crucial” da trama golpista apresentarem as alegações finais no processo. Além de Bolsonaro, outras sete pessoas fazem parte desse grupo.