A greve geral em Portugal é consequência da proposta de reforma trabalhista 'Trabalho XXI', que visa modernizar a legislação e aumentar a produtividade da economia. No entanto, os sindicatos argumentam que a medida reduz direitos dos trabalhadores e amplia a precarização do emprego.
A reforma propõe mudanças significativas no Código do Trabalho português, incluindo a ampliação da duração máxima dos contratos de trabalho temporários para três anos (ou cinco anos para os contratos com prazo indeterminado), a flexibilização da terceirização e o retorno do banco de horas individual.
Os trabalhadores terão direito a trabalhar até 50 horas semanais, com 150 horas adicionais ao ano, mediante compensação por meio de folgas posteriores. Além disso, a reforma altera as regras para casos de demissões ilegais, permitindo que empresas indenitem em vez de recontratarem trabalhadores.
Especialistas e sindicatos argumentam que essas mudanças são prejudiciais para os trabalhadores e que o objetivo é apenas aumentar a flexibilidade das empresas e reduzir custos.