Quase um terço da população brasileira vivia com menos de R$ 655 mensais por mês no ano passado, informou o IBGE. O dado consta da pesquisa Síntese de Indicadores Sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira 2024.
O IBGE informou hoje que, no ano passado no Brasil, 27,4% da população tinha rendimento domiciliar per capita abaixo de US$ 6,85 por dia, equivalente a R$ 655 mensais. Esse é o valor definido pelo Banco Mundial para a linha de pobreza de países com renda média-alta.
No estudo, o IBGE explorou um indicador de pobreza monetária na ótica de “estratos geográficos”. Os estratos são classificação dos municípios de uma unidade federativa (UF) em grupos, com base em divisões administrativas. Na pesquisa veiculada hoje, foram levados em conta “estratos geográficos” de municípios da Pnad Contínua.
A pobreza por essa linha de US$ 6,85, em 2023, registrou as maiores proporções nos estratos que abarcam Arcos Metropolitanos e nos interiores das regiões Norte e Nordeste, continuaram os pesquisadores do instituto.
Assim, os estratos com as maiores parcelas de população nessa faixa limite, de R$ 655 mensais, foram: Vale do Rio Purus (AM), com 66,6%; Litoral e Baixada Maranhense, com 63,8%; e Entorno Metropolitano de Manaus (AM), com 62,3%.
Outros destaques de fatias expressivas, em outras grandes regiões, de pessoas abaixo da linha pobreza foram no Entorno Metropolitano de Cuiabá (MT), com 29,9%; região Integrada de Brasília em Goiás, com 27,6%; e Arco Metropolitano de Nova Iguaçu (RJ), com 33,9%.