A CVC Corp, dona da marca CVC, fechou o quarto trimestre com um prejuízo líquido de R$ 61,2 milhões, queda de 17,8% na comparação com igual período de um ano antes. Ajustado por fatores como depreciação e amortização de investimentos, a empresa fechou o trimestre com um lucro líquido de R$ 8,5 milhões, revertendo as perdas de R$ 15,5 milhões de um ano antes.
No acumulado do ano, a empresa teve um lucro líquido ajustado de R$ 53,8 milhões, revertendo as perdas de R$ 238 milhões de 2023. Segundo a empresa, foi o maior lucro ajustado para um ano desde 2018.
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As reservas confirmadas no trimestre totalizaram R$ 4 bilhões, salto de 6,9%, e as reservas consumidas atingiram R$ 3,9 bilhões, alta de 5,4%.
No geral, o resultado da empresa foi amparado por uma melhora nas vendas das suas operações, com destaque para o negócio B2C e B2B.
A receita líquida de vendas do grupo foi de R$ 385,1 milhões no trimestre, queda de 21,7%, reflexo de uma mudança no perfil de contratos de fretamento de aeronaves da empresa, cujos acordos são reconhecidos de forma diferente para fins de práticas contábeis. Desconsiderando o custo dos serviços prestados, a receita líquida da empresa foi de R$ 366,4 milhões, alta de 4% no trimestre. Apenas no Brasil, a receita saltou 14,5%, para R$ 309,5 milhões.
A operação na Argentina, na contramão, viu suas receitas recuarem em 30,6%, para R$ 56,9 milhões no trimestre. A CVC explicou que o "take rate" (uma espécie de margem de retorno na venda de pacotes) do trimestre na Argentina foi de 6,5%, queda de 1,2 ponto percentual contra um ano antes, reflexo da mudança temporária no mix de B2C e B2B no local, onde o B2B – com menor take rate – ganhou participação.
O Ebitda ajustado da empresa no trimestre foi de R$ 108,1 milhões, alta de 25,1%. A margem Ebitda foi de 29,5%, salto de 5 pontos percentuais em igual base.
A CVC encerrou o ano passado com uma dívida líquida de R$ 241 milhões, queda de 44% na comparação com o terceiro trimestre do ano passado. A alavancagem financeira foi de 0,6 vez o Ebitda no acumulado dos últimos 12 meses, contra 1,2 vez no trimestre imediatamente anterior.
A queda na alavancagem da empresa reflete a renegociação firmada com credores em outubro passado. O negócio alongou a dívida de uma média de 1,5 ano para 3,1 anos, e queda no custo da dívida, assim como a possibilidade de pré-pagamentos após março de 2025. Em outubro, o grupo fez um pagamento antecipado de R$ 160 milhões de amortização, além do pagamento de juros.
“Com foco em crescimento e inovação, a administração reassume seu compromisso com a expansão de vendas e rentabilidade, a mitigação de riscos operacionais e com a desalavancagem da CVC Corp”, disse a empresa, em comunicado que acompanha o balanço.