Manifestantes azem neste domingo um ato na praia de Copacabana, na zona sul do Rio, contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem e o projeto que anistia pessoas condenadas pelo 8 de janeiro.
A manifestação foi convocada nas redes sociais por movimentos sociais, centrais sindicais e impulsionada por artistas em várias capitais do país.
No Rio, estão previstas falas e apresentações de Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, entre outros artistas.
Paulinho da Viola, Djavan, Ivan Lins Lenine, Geraldo Azevedo, Jorge Vercillo, Maria Gadu, Pretinho da Serrinha, Zé Ibarra, Marina Sena e o conjunto Os Garotin são alguns nomes que confirmaram presença.
Gritos de "Sem Anistia" foram entoados por participantes a caminho do ato pelas ruas de Copacabana. Os manifestantes usam camisas vermelhas e verde e amarelas. Também há referências sobre a situação na Palestina.
Também participam do ato os deputados federais Chico Alencar (PsolL), Henrique Vieira (Psol), Glauber Braga (Psol) e Jandira Feghali (PCdoB). Os políticos discursaram em um carro de som e os artistas vão se apresentar em um trio elétrico.
O protesto acontece sob altas temperaturas, com termômetros beirando os 40 graus em vários bairros do Rio, e horas antes de Flamengo e Vasco se enfrentarem no Maracanã. Mais cedo, Copacabana também foi palco de um ato pela liberdade religiosa, o que ocasionou o fechamento de várias ruas do bairro durante o dia todo.
O ato dos movimentos de esquerda acontece no ponto onde tradicionalmente ocorrem manifestações bolsonaristas, como a do último 7 de setembro.
Foi no mesmo local que, em 3 de agosto, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) colocou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no viva-voz do telefone para saudar o público presente em um ato contra o Supremo Tribunal Federal (STF).
Os bastidores da ligação foram compartilhados nas redes sociais, o que havia sido proibido pelo STF, e ocasionou a ordem de prisão domiciliar de Bolsonaro pelo ministro do Supremo Alexandre de Moraes.
As manifestações deste domingo pedem que a PEC da Blindagem não siga para tramitação no Senado Federal. O texto foi aprovado na Câmara dos Deputados na última semana e visa proteger parlamentares contra a abertura de processos penais. A proposta agora tramita no Senado.