O chanceler Mauro Vieira e o representante de Comércio (USTR) dos Estados Unidos, Jamieson Greer conversaram hoje por telefone, horas antes do anúncio do “tarifaço” prometido pelo presidente Donald Trump.
Vieira vinha tentando desde segunda-feira (31) ser atendido por Greer, enquanto o Brasil tenta evitar ser atingido pelas sobretaxas que o presidente americano promete impor aos produtos importados pelos EUA — ou ao menos compreender em que nível o país será atingido. O telefonema, último contato de alto nível entre os dois países, não ocorreu na segunda por problemas de agenda.
A expectativa é que Trump imponha tarifas, cujas taxas vão variar de acordo com cada país, para todos os produtos exportados para o mercado americano. Analistas afirmam que o índice deve ficar entre 20% a 25%, dependendo do país afetado.
Em conversas anteriores, o Brasil tem argumentado que deve ser excluído das medidas de reciprocidade por ser uma das poucas nações com déficit comercial consistente com os EUA, tanto em bens como em serviços. Em outra frente, os negociadores brasileiros tentam restaurar as quotas de importação de aço livres de tarifas, alegando que é um produto semiacabado utilizado própria indústria siderúrgica americana.
O vice-presidente Geraldo Alckmin e o embaixador Maurício Lyrio, secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Itamaraty, também vêm participando de conversas com autoridades americanas nas últimas semanas.
Entretanto, os argumentos do Brasil não têm parecido sensibilizar os americanos. E a sensação é de pessimismo com relação ao anúncio do chamado "tarifaço" de Trump, previsto para o fim da tarde de hoje.
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