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Manhã no mercado: Ativos globais têm reação contida a tarifas de Trump contra UE e México | Finanças

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 14/07/2025 às 08:17 · Atualizado há 2 dias
Manhã no mercado: Ativos globais têm reação contida a tarifas de Trump contra UE e México | Finanças
Foto: Reprodução / Arquivo

Os mercados financeiros já antecipavam que a investida tarifária do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não chegaria ao fim na sexta-feira e se estenderia para parceiros como México e União Europeia. Na sexta-feira, parte do mau humor observado nos ativos globais veio das ameaças feitas pelo republicano contra a UE e à possibilidade de a Casa Branca elevar a tarifa universal implementada pelos EUA - atualmente em 10%. É com base nessa antecipação que os mercados amanhecem relativamente calmos nesta segunda-feira, ainda que impere algum viés negativo, sobretudo nas bolsas europeias e nos futuros dos principais índices acionários americanos.

Por volta de 7h50 (de Brasilia), o índice pan-europeu Stoxx 600 exibia queda de 0,25%, aos 545,95 pontos, enquanto o futuro do S&P 500 operava no vermelho, ao recuar 0,32%. Por outro lado, nos mercados de câmbio e de Treasuries, o dia é de relativa estabilidade, com o índice DXY ainda na casa dos 97 pontos e a curva de juros americana rondando os ajustes, com algum aumento de inclinação, mas sem muita força nos movimentos.

A ausência de um estresse mais intenso nos mercados vem da percepção de que Trump usa as tarifas mais elevadas para que um acordo seja alcançado até 1º de agosto. Nesse sentido, declarações do republicano e sinais de progresso ou de estagnação nas conversas devem ser monitorados, o que pode gerar um aumento na volatilidade dos mercados globais, sobretudo em um período no qual há uma maior instabilidade no comportamento dos ativos diante das férias de verão no Hemisfério Norte.

No Brasil, após o “sell-off” observado na semana passada, é possível que haja alguma correção dos ativos domésticos, a depender dos fluxos estrangeiros. No entanto, diante de alguma expectativa dos agentes em relação a um reflexo da guerra tarifária entre Brasil e EUA na popularidade do governo Lula, é possível que os ativos domésticos operem em compasso de espera antes da divulgação de pesquisas de popularidade previstas para esta semana. Entre os bancos estrangeiros, porém, segue algum otimismo com o desempenho do real e dos juros domésticos. A reação do governo à medida tarifária dos EUA deve ser monitorada de perto pelos investidores.

Sem movimentos bruscos nos mercados internacionais e diante da ausência de uma agenda de indicadores e eventos relevantes no exterior, os principais destaques do dia são o Boletim Focus e o IBC-Br de maio, que devem ficar em segundo plano no comportamento dos ativos financeiros locais.

Presidente dos EUA, Donald Trump — Foto: Samuel Corum/Sipa/Bloomberg

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