Ao lado de Haddad, o presidente do BC destacou que os preços dos ativos estão “um pouco exagerados” e que aguarda os anúncios da Fazenda para diminuir as preocupações fiscais. As declarações se somaram a rumores que circularam nas mesas de operação sobre o pacote de medidas e, assim, ajudaram a aliviar os juros futuros de longo prazo, que estavam em níveis bastante estressados após terem ultrapassado a barreira dos 13% na manhã de ontem.
O exterior também pode dar algum apoio ao desempenho dos ativos domésticos, em um novo dia de alívio nos rendimentos dos Treasuries na manhã desta quinta-feira, apesar do favoritismo nas bolsas de aposta do candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump. Por volta das 7h45, a taxa T-note de 10 anos recuava de 4,217% para 4,203%, enquanto o índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, recuava 0,02%, aos 104,04 pontos.
A agenda de indicadores no exterior não é muito forte, mas a leitura final do índice de sentimento do consumidor americano de outubro, da Universidade de Michigan, com a atualização das expectativas de inflação de curto e de médio prazo é um destaque.
No mercado acionário, os futuros dos principais índices acionários de Nova York operam em alta. Já em relação ao Brasil, os recibos de ações (ADRs) da Vale em Nova York avançam 1,43% no horário acima, após a companhia reportar resultados do terceiro trimestre acima do esperado pelo mercado. Além disso, o minério de ferro subiu quase 3% em Dalian, o que também deve ajudar outras ações de mineradoras e siderúrgicas na bolsa brasileira nesta sexta-feira.
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