A reunião entre os presidentes dos EUA, Donald Trump, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, atingiu ao menos um dos seus objetivos principais: ganhar tempo e evitar a imposição de novas tarifas sobre produtos do país.
O Brasil é alvo de duas investigações com base na chamada seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. Uma delas tem prazo para terminar em julho e poderia servir de base para mais tarifas norte-americanas.
No entanto, segundo o governo brasileiro, os dois presidentes determinaram a criação de um grupo de trabalho para discutir a questão tarifária e evitar a imposição de novas tarifas de forma imediata.
A questão tarifária foi o único ponto em que houve alguma discordância entre as duas equipes técnicas que acompanharam os dois presidentes. O representante-geral de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, defendeu que a tarifa média brasileira sobre produtos importados dos EUA ainda estaria em níveis elevados e justificaria a aplicação de tarifas.
Avaliação:Conforme o governo brasileiro, as investigações com base na seção 301 da Lei de Comércio EUA poderiam resultar em medidas de retaliação como a imposição de tarifas adicionais sobre exportações brasileiras.