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Lula defende Haddad das críticas após alta do IOF e diz que consertar economia 'leva tempo' | Política

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 29/05/2025 às 14:00 · Atualizado há 6 horas
Lula defende Haddad das críticas após alta do IOF e diz que consertar economia 'leva tempo' | Política
Foto: Reprodução / Arquivo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu em defesa do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nesta quinta-feira (29), durante cerimônia do governo no Paraná para a entrega de um assentamento que promete beneficiar 450 famílias de trabalhadores rurais com uma área de 10,6 mil hectares. Ao discursar para um eleitorado que tem forte identificação com o PT, Lula admitiu que seu "único medo na vida" é "trair a confiança" da população que votou nele.

O aceno de Lula ao chefe da equipe econômica acontece após Haddad sofrer com uma onda de críticas por conta do decreto para aumentar a taxação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). "Haddad sabe como é que nós encontramos a Fazenda. Ele sabe como que encontramos esse país administrado da forma mais irresponsável possível. E, consertar isso leva tempo", afirmou o presidente.

O ministro da Fazenda foi levado por Lula ao evento e admitiu que tem "sofrido" com as críticas. "Servir ao governo do presidente Lula é sempre uma coisa interessante. Por mais que você sofra com o tanto que você é criticado, que você é isso, que você é aquilo, tem o dia de hoje para apagar todo o sofrimento e a gente celebrar a vida de vocês", disse Haddad ao discursar na mesma cerimônia.

O evento acontece para marcar o ato de criação do assentamento Maila Sabrina, localizado nos municípios paranaenses de Ortigueira e Faxinal. Além de Haddad e Lula, também participam do ato os ministros do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Paulo Teixeira; da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann; e o presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), César Aldrighi.

A exemplo das demais autoridades, Lula também defendeu a atuação do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), grupo que será o principal beneficiado pela entrega do assentamento. "A máquina pública é preparada para dizer 'não'", explicou o presidente. "Tenho medo de trair confiança que vocês depositaram em mim. [...] A luta dos sem terra não é ilegal, mas sim, para cumprir Constituição", acrescentou.

Em seguida, Lula defendeu que o seu governo tem de ter coragem de enfrentar "aqueles que são contra o sem-terra” e a reforma agrária no Brasil. "Nós temos a obrigação moral, obrigação ética e obrigação política, de ver o que a gente viu aqui e ter coragem de debater com aqueles que são contra o movimento sem-terra, aqueles que são contra a reforma agrária, aqueles que não conhecem o sacrifício e tentam vender a imagem de que vocês são invasores de terra. Na verdade, vocês são invasores de busca de dignidade, de busca de respeito, de busca de direitos", afirmou.

A criação do assentamento integra a política do Terra da Gente, que tem como objetivo acelerar a reforma agrária e estruturar assentamentos em todo o país.

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Paulo Teixeira, responsabilizou o Congresso Nacional pela falta de recursos financeiros que impedem, na sua avaliação, o governo Lula de investir mais em políticas públicas para a população. Segundo Teixeira, o Parlamento se "apropriou" de parte do Orçamento por conta do crescimento das chamadas emendas parlamentares. O ministro defendeu que é preciso "libertar" o Orçamento do Congresso.

"A reforma agrária precisa de dinheiro. O Congresso se apropriou de parte do Orçamento [federal]. Precisamos libertar o Orçamento do Congresso para que volte às políticas públicas do governo", disse o ministro durante cerimônia, no Paraná, na qual a gestão petista está anunciando a entrega de um assentamento que promete beneficiar 450 famílias de trabalhadores rurais com uma área de 10,6 mil hectares.

Antes de discursar para os moradores do assentamento, Paulo Teixeira estimulou os agricultores rurais a tomarem partido nas eleições presidenciais de 2026. "Eu vou perguntar para vocês: quem é a sugestão para Presidência da República em 2026?", questionou ele aos participantes da cerimônia. Ao ouvir apelos pelo nome de Lula, o ministro respondeu: "então, eu obedeço vocês".

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, cujo berço eleitoral é o Paraná, também falou sobre eleições ao dizer que todo o assentamento votou em Lula em 2022. "Aqui o senhor teve 100% dos votos. O seu eleitorado está aqui. Esse pessoal é que vai lhe reconduzir de novo em 2026 para a gente continuar [a trabalhar em prol da] esperança e do sonho do povo brasileiro por uma vida melhor e mais justa", disse Gleisi.


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