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Juros futuros recuam com dados de atividade econômica e exterior | Finanças

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 15/09/2025 às 18:30 · Atualizado há 1 dia
Juros futuros recuam com dados de atividade econômica e exterior | Finanças
Foto: Reprodução / Arquivo

Os juros futuros fecharam o pregão desta segunda-feira (15) em queda, mantendo o movimento positivo desde o começo do dia. Às vésperas de decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos, números da atividade econômica e expectativas de inflação locais e um ambiente externo propenso à tomada de risco deram espaço ao fechamento da curva a termo, enquanto os investidores se preparam para as reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central e do Federal Reserve (Fed), ambas na quarta-feira (17).

Embora as taxas tenham caído ao longo de praticamente toda a sessão, os níveis de fechamento ficaram distantes das mínimas intradiárias após alguma piora que também foi observada em outros ativos domésticos. A valorização menos acentuada dos mercados locais ocorreu após o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmar que a resposta do governo americano ao Brasil por conta da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro deve ser anunciada na semana que vem.

Encerrados os negócios, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento de janeiro de 2026 teve leve queda de 14,90%, do ajuste anterior, a 14,895%; a do DI de janeiro de 2027 cedeu de 14,02% para 13,995%; a do DI de janeiro de 2029 recuou de 13,205% a 13,16% e a do DI de janeiro de 2031 foi de 13,44% para 13,395%.

Nos Estados Unidos, o mercado de títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries) também teve um dia positivo, à medida que os investidores esperam o reinício do ciclo de cortes de juros do Fed com uma redução de 0,25 ponto percentual da taxa básica. Com isso, a taxa da T-note de dez anos caiu de 4,070% a 4,041%.

Concomitantemente ao cenário externo positivo, os mercados de juros no Brasil também tiveram razões locais para a queda de taxas vista hoje, a começar pelo recuo das expectativas de inflação no relatório Focus do BC. O IPCA esperado para 2025 voltou a recuar de 4,85% para 4,83%, enquanto a projeção para 2027 cedeu de 3,93% a 3,90%. Para 2026 e 2028, as expectativas do mercado ficaram estáveis em 4,30% e 3,70%, respectivamente.

Após o Focus mostrar melhora das perspectivas para a inflação, o IBC-Br deu mais sinais de que a economia desaquece, em linha com os objetivos da política monetária restritiva do BC. O indicador apresentou recuo de 0,53% entre junho e julho e, além de ter ficado abaixo da estimativa do mercado, completou o seu terceiro mês consecutivo no negativo.

Ariane Benedito, economista-chefe do PicPay, destaca que todos os principais setores da economia exibiram recuo no IBC-Br de julho - mesmo o setor de serviços, cuja resiliência é um dos fatores que preservam a postura conservadora atual do Copom.

“Esses resultados refletem os efeitos defasados da política monetária ainda contracionista, que segue inibindo o consumo e o crédito em um ambiente de incerteza fiscal e juros elevados”, diz Benedito em nota. Ela ressalta, no entanto, que o IBC-Br ainda subiu 1,5% na comparação anual, o que reforça a percepção de desaceleração gradual da economia, sem risco de uma recessão que poderia levar a cortes de juros mais intensos.

Após a divulgação do IBC-Br e com mais uma queda das expectativas de inflação do Focus, o mercado incrementou a precificação por um corte de juros do Copom em dezembro. No mercado de opções digitais do Copom, a chance de manutenção da Selic caiu de 72% para 69%, ao passo em que a probabilidade de um corte de 0,25 ponto subiu de 14% a 17%.

— Foto: Pixabay

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