A eleição, em 2002, de um presidente da República pelo PT e sua reeleição, quatro anos, depois, além da eleição e reeleição de sua sucessora, não representou uma inclinação do eleitorado para a esquerda. Apenas robusteceu a inclinação brasileira para a direita com que esta reagiu e se apoderou do poder. O que era difuso e não tinha nome, pela mediação da esquerda reconheceu-se como direita. Definiu uma identidade, encontrou um líder que personificasse sua confusão e seu ódio acumulado. Tornou-o objeto de idolatria e sujeição. Bolsonaro não é apenas personagem eleitoral.
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