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Gastos tributários se mantêm constantes mesmo com um PIB que cresce muito, avalia Natalie Victal | Brasil

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 09/06/2025 às 12:48 · Atualizado há 4 dias
Gastos tributários se mantêm constantes mesmo com um PIB que cresce muito, avalia Natalie Victal | Brasil
Foto: Reprodução / Arquivo

Apesar do aparente avanço do debate relacionado à política fiscal e dos gastos do governo, ainda parece haver muita resistência em fazer uma revisão importante dos benefícios tributários concedidos pelo governo. Segundo a economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Natalie Victal, os gastos tributários são apontados há bastante tempo como vilões das contas públicas e, mesmo assim, permanecem constantes.

“Estamos falando sobre o assunto há muito tempo e os gastos tributários permanecem constantes. O crescimento econômico surpreende há anos e a parte dos gastos tributários se mantém mesmo em comparação a um PIB que cresce muito", notou a economista durante o evento 'Agenda Brasil', promovido por Valor, O Globo e rádio CBN.

De acordo com Victal, os livros textos de economia indicam que os gastos tributários são concedidos a poucos agentes financeiros que são muito bem assessorados. “Não vimos as discussões recaírem sobre o Simples Nacional, cesta básica. A carta de intenções é muito interessante, mas não estamos gastando este montante à toa", aponta.

Victal nota que muitos desses gastos parecem defensáveis à primeira vista, mas que é preciso avaliar as despesas e medir o custo-benefício das propostas. “A cesta básica, por exemplo, quem seria contra a isenção? Mas temos que lembrar que filé mignon e salmão também estão sendo desonerados. A proposta original da reforma tributária queria rever isso e esse debate foi completamente interditado. Temos que entender que esses créditos não estão aí à toa. O valor total é muito alto, mas ninguém consegue mexer", aponta.

Segundo ela, é preciso tratar do tema de maneira cautelosa e fazer os debates de maneira precisa, sem preconceitos. “Teremos que mexer em coisas que, a princípio, as pessoas não gostariam de mexer", afirma.

— Foto: Rogerio Vieira/Valor

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