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Funcionária da Petrobras expressa preocupações sobre redução do home office em vídeo que viraliza | Empresas

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 20/03/2025 às 13:01 · Atualizado há 1 semana
Funcionária da Petrobras expressa preocupações sobre redução do home office em vídeo que viraliza | Empresas
Foto: Reprodução / Arquivo

Uma funcionária da Petrobras, ao ler sua carta aberta sobre o aumento do trabalho presencial, viralizou ao expor preocupação sobre saúde e produtividade. O vídeo, compartilhado pelo Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ), já conta com mais de 286 mil visualizações no Instagram, com mais de 1.500 comentários.

No vídeo, a técnica de segurança do trabalho Luciana Frontin lê a carta direcionada à Diretoria Executiva da empresa. A funcionária cita que, somente ao mensurar o impacto de voltar a trabalhar presencialmente três vezes na semana, “já esta me deixando preocupada, elevando meu nível de estresse, afetando minha saúde e minha produtividade”.

Frontin se queixa ainda de sentir sintomas físicos por conta da ansiedade desencadeada pela mudança, algo que ela afirma nunca ter sentido “em 17 anos de empresa”.

Segundo ela, a medida vai afetar o equilíbrio entre vida pessoa e trabalho. Ela pede que sua argumentação seja levada até a Diretoria Executiva da companhia e se coloca à disposição para dialogar de forma conciliatória.

O Valor procurou Frontin, mas não obteve posicionamento imediato da funcionária da Petrobras. Em caso de resposta, esta reportagem será atualizada.

Volta ao trabalho presencial

A Petrobras anunciou no dia 9 de janeiro o aumento da carga presencial de trabalho de dois para três dias por semana a partir do dia 7 de abril, para empregados sem função gratificada, e a partir de 10 de maio, para consultores e gerentes.

Desde seu anúncio, o Sindipetro-RJ tem se manifestado contra o aumento dos dias de trabalho presencial, convocando atos e assembleias. Uma greve foi realizada em 26 de fevereiro como resposta à medida da Petrobras.

O Valor procurou a Petrobras e o Sindipetro-RJ, mas não obteve posicionamento imediato por parte de nenhuma das duas instituições. Em caso de resposta, esta reportagem será atualizada.

Leia a carta aberta da funcionária da Petrobras na íntegra:

“Só a ideia do impacto de volta aos três dias de presencial já está me deixando preocupada, elevando meu nível de estresse, afetando minha saúde e minha produtividade. A antecipação dos cinco dias já está gerando ansiedade ao ponto de causar sintomas físicos, o que eu nunca senti em 17 anos de empresa.

Eu preciso de um ambiente de trabalho que seja compatível com as minhas necessidades, para continuar produzindo de maneira saudável, e para isso, eu preciso manter um pouco de autonomia, para gerenciar o meu tempo e conseguir priorizar os cuidados da minha saúde e da minha família.

Tem muita gente que como eu, ‘tá’ sofrendo de ansiedade. Se vamos sacrificar nossa saúde e bem-estar pela empresa, no mínimo, isso precisa fazer algum sentido pra nós, e não ‘tá’ fazendo.

O trabalho híbrido já se mostrou efetivo. Se a Diretoria Executiva acha realmente necessário mudar, só pedimos isso seja feito de forma negociada, considerando as necessidades reais dos trabalhadores.

Segundo a nossa Cartilha de Valores Petrobras, no que tange ao cuidado com as pessoas, está escrito que o gestor deve: ‘dedicar periodicamente tempo para falar sobre bem-estar; atentar para inclusão de pessoas pertencentes aos grupos sub-representados; demonstrar empatia ao lidar com as emoções e desafios das pessoas com as quais trabalha; possibilitar que as pessoas expressem suas opiniões, ideias e preocupações'.

Por isso, diretora Renata, eu escrevi uma carta aberta à nossa diretora Clarice, e eu peço que a senhora entregue, por favor. Eu peço à diretora Clarice, que, na qualidade de agente de bem-estar da DENGE, eu peço gentilmente que seja levado o nosso pedido à Diretoria Executiva.

Que as pessoas possam ser ouvidas e que a empresa considere alternativas de transição ao trabalho presencial. Que as necessidades não só de mãe solo como eu, mas de tantas outras realidades que estão sendo impactadas, sejam avaliadas para que a gente tenha um ambiente mais inclusivo, que possibilite conciliar trabalho e vida pessoal de forma mais eficaz.

É doloroso para mim me sentir numa posição antagônica com a empresa, por isso, eu me coloco à disposição para participar de discussões de forma construtiva. Eu quero trabalhar de forma conciliatória, para encontrarmos soluções que atendam às necessidades tanto da empresa quanto dos funcionários".


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