A crescente demanda por aeronaves comerciais criará espaço para que rivais desafiem o duopólio Airbus-Boeing, de acordo com o presidente-executivo da fabricante brasileira de aeronaves Embraer. Francisco Gomes Neto disse que vê potencial para novos concorrentes produzirem jatos de fuselagem estreita, que atualmente são construídos apenas por empresas europeias e norte-americanas. “Quando olho para as projeções para os próximos 20 anos, vemos uma oportunidade para 40.000 aeronaves nesse segmento”, disse ele ao Financial Times na sede da empresa em São José dos Campos. “É muito. Acho que há espaço para mais de dois fabricantes, certo? Quer dizer, talvez três ou quatro.”