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Extração de óleo venezuelano declinou após 1999, enquanto Brasil avançou

Dona de uma das maiores reservas de petróleo do mundo, a Venezuela viu a produção do insumo declinar nas últimas décadas, desde que o chavismo assumiu o cont...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 07/01/2026 às 07:56 · Atualizado há 1 dia
Extração de óleo venezuelano declinou após 1999, enquanto Brasil avançou
Foto: Reprodução / Arquivo

Dona de uma das maiores reservas de petróleo do mundo, a Venezuela viu a produção do insumo declinar nas últimas décadas, desde que o chavismo assumiu o controle político do país, em 1999. Em paralelo, o Brasil fez o caminho inverso, elevando a produção da commodity de forma progressiva, e hoje figura entre os principais países produtores. No caso da Venezuela, o uso político da PDVSA, a estatal do petróleo, e as nacionalizações de empresas privadas determinaram a debacle.

Agora, a Venezuela poderá retomar a produção sob o comando dos Estados Unidos. O país sul-americano produziu 3,5 milhões de barris por dia na década de 1970 e hoje extrai menos de 1 milhão de barris diários. A partir da chegada de Hugo Chávez ao poder, em 1999, a PDVSA aumentou a concessão de subsídios e foi usada como instrumento de política, inclusive para fazer programas sociais, o que fez com que a empresa drenasse caixa e perdesse a capacidade de investir em novas reservas.

Roberto Ardenghy, presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (IBP), disse que, embora tenha havido interferências políticas sobre a Petrobras, o modelo adotado pelo Brasil foi o de cooperação, com parcerias e troca de conhecimento entre petroleiras de todo o mundo. O país, ressaltou, tem capacidade técnica mundialmente reconhecida, o que foi se perdendo na Venezuela ao longo dos anos.

Tudo que aconteceu na Venezuela nos ensina algumas lições. Uma delas é que o petróleo embaixo da terra não tem valor

— disse. O executivo ressaltou que o problema vivido na Venezuela se repetiu em países como México, Equador e Bolívia, de onde se afastaram investidores.

Daniel Osório, gerente de Energia da Hedgepoint Global Markets, destacou que sob o governo de Nicolás Maduro, deposto no sábado (3) pelos EUA, a PDVSA teve receitas desviadas para uso político, inclusive por meio da divisão de lucros com militares, corroendo ainda mais o foco operacional da empresa.

Esses acordos tornaram-se cada vez mais difíceis de cumprir à medida que a produção declinava.

— Osório lembra que a Venezuela utilizou o petróleo como instrumento diplomático, fornecendo o produto bruto em condições preferenciais a governos aliados e garantindo grandes acordos de financiamento com a China, estruturados como pagamentos antecipados para futuras entregas da commodity.

Em 2015, os EUA estabeleceram sanções contra o regime de Maduro. E, em 2019, em seu primeiro mandato, o presidente Donald Trump estabeleceu embargos que tiveram como consequência a queda na produção de petróleo venezuelana para cerca de 400 mil barris/dia.

A ação de Trump afetou o mercado de derivados na Venezuela. A situação melhorou quando Irã, Rússia e China driblaram os embargos e forneceram insumos ao país, o que permitiu o aumento da produção de petróleo para a faixa atual.

As ações dos EUA que culminaram na captura de Maduro trouxeram incertezas e riscos para a Venezuela, que já estava sob um quadro de tensão após a apreensão de dois navios petroleiros pelos americanos, em dezembro.

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