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Exclusivo: ‘Desliquidar’ o Banco Master seria inútil, diz subprocurador do MP-TCU

O subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado, do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), disse em entrevista ao Valor que não houve qualq...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 06/01/2026 às 13:45 · Atualizado há 2 horas
Exclusivo: ‘Desliquidar’ o Banco Master seria inútil, diz subprocurador do MP-TCU
Foto: Reprodução / Arquivo

para reverter a liquidação extrajudicial ou interferir

— O subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado, do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), disse em entrevista ao Valor que não houve qualquer pedido de sua parte no processo referente ao Banco Master, conduzido pelo Banco Central. Segundo ele, “desliquidar” o Master seria inútil, uma vez que isso não resolveria o problema de insolvência do banco.

Foi a partir da representação de Furtado que o ministro-relator do processo, Jhonatan de Jesus, ameaçou reverter ou interferir em decisões do processo de liquidação do Master. A instituição financeira foi liquidada pelo Banco Central após a descoberta de fraudes financeiras - no mesmo dia, a Polícia Federal deflagrou uma operação que prendeu o dono do banco, Daniel Vorcaro. Ele nega irregularidades.

Se uma atuação intempestiva em relação ao Master poderia ter contaminado o mercado financeiro, alguém pode ter lucrado com eventuais omissões prévias do BC

— Segundo o membro do MP-TCU, sua intenção inicial foi somente que a Corte de contas verificasse exatamente o contrário. , justificou o procurador na entrevista.

O objetivo é analisar a conduta dos agentes públicos envolvidos. A tentativa de venda do Master ao BRB acendeu a luz vermelha

— comentou Furtado.

Ontem, Jhonatan de Jesus, em despacho, voltou a dizer que a concessão de uma eventual medida cautelar relacionada à venda de ativos do Master no âmbito da liquidação extrajudicial continua no radar. Hoje, o BC recorreu da decisão que determinou a inspeção na documentação do banco.

Valor: O sr. foi o autor da representação pedindo a avaliação da atuação do BC no caso do Banco Master. Qual foi o propósito inicial de sua representação?

Lucas Rocha Furtado: Verificar se uma atuação intempestiva em relação ao Master poderia ter contaminado o mercado financeiro, bem como se alguém pode ter lucrado com eventuais omissões prévias do BC.

Valor: O ministro-relator, Jhonatan de Jesus, agora ameaça suspender ou interferir em atos da liquidação. Esse foi o objetivo inicial do senhor?

Furtado: Não houve qualquer pedido da minha parte para reverter a liquidação ou interferir no processo. O objetivo é analisar a conduta dos agentes públicos envolvidos. A tentativa de venda do Master ao BRB acendeu a luz vermelha.

Valor: Qual o impacto de uma futura decisão do TCU interferindo no ato da liquidação?

Furtado: É preciso agir com muito cuidado. Sabemos que a fiscalização do sistema financeiro cabe ao Banco Central, o que não retira a competência do TCU para fiscalizar os órgãos da União. Alguém deve exercer essa missão, que não é grata. ‘Desliquidar’ o banco seria o mesmo que revogar a lei da gravidade: inútil.

Lucas Rocha Furtado diz que não houve qualquer pedido de sua parte para reverter o processo determinado pelo Banco Central

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