Sediada em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos (EAU), a exchange de criptomoedas Bumba começará a operar no Brasil com a aposta de que os investidores locais estão em busca de segurança. Mesmo antes do lançamento, a empresa buscou obter uma série de certificações para provar que é mais segura do que as concorrentes.
Casado com uma brasileira, o CEO da Bumba é o britânico David Miller, e o nome exótico da corretora é realmente uma alusão à figura do “Bumba Meu Boi”, tradicional no folclore brasileiro. “Bumba vem de Bumba meu Boi e sai da ideia do touro que morre e ressuscita. É como o bull market nas criptomoedas”, afirma o executivo.
Embora a exchange já esteja em operação, Miller não quis dar detalhes sobre volumes negociados. Atualmente, ela tem 30 pares de criptomoedas para negociação, número bastante inferior ao que possuem empresas como Binance, Coinbase, OKX, Bybit e Bitget. No entanto, isso também estaria ligado à proposta de prudência. O investidor pode negociar os tokens mais conhecidos, a exemplo de bitcoin (BTC), ether (ETH), XRP e solana (SOL).
O grande destaque nos materiais sobre a empresa é que a Bumba aparece no topo do ranking da plataforma CER.live, com rating AAA em solvência; a empresa também tem certificação CCSS nível 3, o mais alto, para custódia de ativos; e seu sistema de gestão de segurança da informação está nos padrões ISO 27.001. “Temos um arcabouço de segurança multi-camadas, que envolve detecção de ameaças por meio de inteligência artificial, arquitetura zero-trust e compliance focado em total conformidade com a regulamentação”, declara Miller.
Esse foco em cibersegurança e conformidade regulatória é o que, na opinião do executivo, permitirá uma diferenciação da sua empresa em relação às diversas exchanges que operam no Brasil atualmente. Embora a adoção de criptoativos por parte dos brasileiros seja elevada, o mercado nacional é extremamente competitivo, com as gigantes internacionais batalhando pela atração de investidores por meio de uma guerra de taxas, enquanto as corretoras nacionais tentam manter seus espaços e os grandes bancos incumbentes começam a olhar para o universo cripto.
“Os usuários dessas outras exchanges podem sofrer com riscos de concentração e talvez escolham diversificar seus ativos para mais corretoras, movendo capital para aquela que seja mais segura”, avalia Miller.
Por mais que as criptomoedas sejam a frente dos negócios da Bumba, seu CEO e fundador diz que o objetivo é operar cada vez mais com ativos regulados, pegando uma fatia do crescente mercado de tokenização de ativos reais. “Conforme formos desenvolvendo, queremos ofertar ativos tokenizados e RWA desde que sejam regulados”, afirma.
O projeto da Bumba começou a ser estruturado em 2021, mas a exchange só foi lançada oficialmente neste ano.