As emissões de dióxido de carbono de incêndios florestais aumentaram 60% globalmente desde 2001, à medida que incêndios maiores e mais frequentes devastam regiões que estão aquecendo rapidamente, segundo um novo estudo divulgado nesta quinta-feira (17) pela revista “Science”.
A pesquisa mostra que os incêndios florestais estão piorando, especialmente em em áreas sensíveis ao clima, como as florestas boreais do Norte, que se estendem da Rússia à América do Norte. As emissões de incêndios quase triplicaram nessas florestas nos últimos 20 anos.
Segundo o estudo, o aumento das emissões decorrentes da queima de florestas está relacionado a uma combinação de clima mais favorável a incêndios e florestas em crescimento mais rápido que fornecem matéria orgânica inflamável. Ambas as tendências são favorecidas pelo rápido aumento das temperaturas nas altas latitudes do norte, que estão aquecendo duas vezes mais rápido devido às mudanças climáticas.
“A tendência acentuada de maiores emissões de incêndios florestais extratropicais é um aviso sobre a crescente vulnerabilidade das florestas,” disse Matthew Jones, autor principal do estudo e pesquisador da Universidade de East Anglia no Reino Unido, segundo a “Bloomberg”. “Isso representa um desafio significativo para as metas globais de enfrentamento das mudanças climáticas.”
As florestas são vitais para regular o clima da Terra, absorvendo cerca de um quarto do carbono liberado por atividades humanas, como a queima de combustíveis fósseis. Os países ao redor do mundo também contam com o reflorestamento para ajudar a remover mais CO2 da atmosfera — um plano que funcionaria apenas se as árvores permanecessem em pé.
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