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Decisão de deixar custódia de embaixada em Caracas tem motivos, mas também é recado a gove

Repórter de política e apresentador na TV Globo e GloboNews.

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 10/01/2026 às 16:35 · Atualizado há 1 dia
Decisão de deixar custódia de embaixada em Caracas tem motivos, mas também é recado a gove
Foto: Reprodução / Arquivo

Repórter de política e apresentador na TV Globo e GloboNews.

Itamaraty deixa de administrar embaixada argentina em Caracas

A decisão do Brasil de deixar a custódia da embaixada argentina em Caracas pode ser lida também como um recado à Casa Rosada.

A interpretação de interlocutores do governo brasileiro é de que a tarefa no comando da embaixada da Argentina foi cumprida.

Diplomatas lembram que uma das principais demandas da operação era garantir a segurança de assessores de Maria Corina Machado, opositora do ex-presidente Nicolás Maduro, e que, desde maio, eles já não estavam mais no prédio da embaixada argentina.

O Brasil argumenta que agora, com a captura de Nicolas Maduro e o governo interino de Delcy Rodriguez, há uma necessidade de a diplomacia brasileira rever seus planos e ações em Caracas.

Para além desses motivos, há também um recado dado pelo Brasil ao governo de Javier Milei. O presidente argentino, que é um aliado de Donald Trump, celebrou recentemente a captura de Maduro postando em uma rede social uma provocação a Lula, com uma imagem do brasileiro e Maduro se cumprimentando.

A Argentina pediu nosso socorro para garantir a proteção de sua embaixada [em Caracas]. Nós garantimos a inviolabilidade da residência e o atendimento à equipe de Maria Corina Machado durante mais de nove meses. A oposição venezuelana reconheceu nosso compromisso e nosso esforço. É incoerente e injusto, depois disso tudo, o governo Milei vir provocar o Brasil com recados infantis

— desabafou uma fonte ouvida pelo blog.

Outra fonte da diplomacia lembrou outro episódio, de maio de 2024, quando a Petrobras destravou o fornecimento de gás natural à Argentina em meio ao risco de colapso energético no país vizinho.

Mesmo assim, diplomatas reforçam que as relações entre Brasil e Argentina seguem inabaladas, com diálogo direto e constante, no contexto de Estado, apesar da falta de proximidade entre os presidentes Lula e Milei.

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