Integrantes da cúpula da Câmara rejeitam a tese de que as alterações feitas pelos parlamentares no pacote fiscal teriam desidratado o plano do Executivo para cortar gastos.
Na leitura de um membro da Mesa Diretora da Casa, as mudanças foram de conceito e não no impacto financeiro. Há a avaliação ainda, de que concessões tiveram que ser feitas para garantir o apoio necessário para o avanço de um tema considerado prioritário pelo Executivo.
Alterações, como a do trecho que tratava do Benefício de Prestação Continuada (BPC), tiveram como objetivo preservar os direitos de quem mais precisa.
Enviado em novembro para o Congresso, os textos do pacote fiscal foram aprovados, com alterações em relação às versões originais encaminhadas pelo governo, tanto pela Câmara quanto pelo Senado nesta semana, nos últimos dias do ano legislativo.
Quando o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou o pacote, em novembro, estimou que as propostas reduziram os gastos em R$ 70 bilhões em dois anos. Nesta sexta-feira (20), o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que o valor pode ficar em torno de R$ 60 bilhões. A equipe econômica ainda não anunciou novos cálculos após a aprovação dos projetos.
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