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Crise de Endividamento no Brasil: por que o governo cria culturas de parcelamento?

Especialista afirma que o Desenrola pode perpetuar o problema, e o governo precisa buscar soluções estruturais.

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 06/05/2026 às 16:50 · Atualizado há 1 dia
Crise de Endividamento no Brasil: por que o governo cria culturas de parcelamento?
Foto: Reprodução / Arquivo
Crise de Endividamento no Brasil: O governo brasileiro lançou o programa Desenrola 2.0, que prevê renegociação de dívidas com descontos e condições facilitadas de pagamento. No entanto, especialistas como Kauê Lopes dos Santos, da Universidade de Campinas, alertam que essa cultura de parcelamento pode perpetuar o problema de endividamento no país.

Uma Crise sem Fim

Dados recentes da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor mostram que 80,4% das famílias brasileiras estão endividadas. Isso é um recorde na série histórica do levantamento.

Com taxas de juros altíssimas e um sistema varejista que construiu uma lógica de parcelamento em longas prestações, as famílias de baixa renda estão em uma situação cada vez mais complexa. Elas estão sempre no limite e precisam arrumar novos empregos para pagar suas dívidas.

Uma Alienação do Futuro

O especialista afirma que a lógica de resolver sempre no curto prazo, sem buscar entender as questões mais estruturais, é uma alienação do futuro. Isso gera uma cultura em que o comprometimento das próximas compras está vinculado aos compromissos realizados hoje no parcelamento.

Kauê Lopes dos Santos alerta que o governo precisa buscar soluções estruturais para a crise de endividamento. O Desenrola 2.0 pode ser uma medida importante, mas não é o suficiente para resolver o problema.

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