Publicidade
Capa / Econômia

Com recuperação judicial de Avon, Natura &Co registra prejuízo contábil de R$ 7 bilhões no 3º tri | Empresas

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 08/11/2024 às 00:41 · Atualizado há 2 dias
Com recuperação judicial de Avon, Natura &Co registra prejuízo contábil de R$ 7 bilhões no 3º tri | Empresas
Foto: Reprodução / Arquivo

A Natura &Co registrou prejuízo líquido atribuído aos controladores de R$ 7 bilhões no terceiro trimestre deste ano, revertendo o lucro de R$ 6,7 bilhões do lucro do mesmo intervalo de 2023.

De acordo com a companhia, o prejuízo é um efeito não-operacional e não-caixa relativo à recuperação judicial da Avon Produtcs Inc (API), responsável pelas operações da Avon Internacional. Com o processo e o leilão dos ativos da subsidiária, a Avon Internacional passou a compor a linha de operações descontinuadas da Natura &Co. O valor de R$ 7 bilhões é equivalente às dívidas da API com a Natura &Co, que atua como credora da antiga subsidiária.

No critério proforma, a companhia registrou lucro líquido de R$ 524 milhões, ante R$ 1,13 bilhão no terceiro trimestre de 2023.

O ajuste de portfólio também se refletiu na composição da receita da companhia, que passou a ser composta apenas pela Natura &Co América Latina. A receita líquida consolidada cresceu 6% no comparativo anual, para R$ 18,5 bilhões. Desconsiderando as operações argentinas, o crescimento seria de 11,3%, em moeda constante.

A companhia afirma que a marca Natura registrou crescimento de 19,4% no Brasil, respondendo por boa parte da expansão. As operações da marca Avon também cresceram no Brasil, enquanto nos mercados vizinhos o desempenho foi ruim e ofuscou parte do bom desempenho da marca Natura.

De acordo com o relatório de resultados, a expectativa é de que a integração de Avon e Natura seja concluída em 2025 no México e na Argentina, contribuindo para a expansão de margens.

O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) entre junho e setembro somou R$ 659,2 milhões, alta de 87,6%, com margem Ebitda de 11%, ganho de 4,1 pontos percentuais.

O Ebitda recorrente, desconsiderando os efeitos não-recorrentes, ficou em R$ 210,8 milhões, queda de 4,6%. Já a margem Ebitda recorrente foi de 14,6%, ganho de 3,4 pontos percentuais.

O nível de alavancagem, medida pela razão entre a dívida líquida e o Ebitda, ficou em 1,5 vez ao final do trimestre. A Natura &Co aponta que a dívida somou R$ 3,7 bilhões em razão da desconsolidação da API dos resultados, ante um caixa de R$ 15 milhões no terceiro trimestre de 2023.


Source link

Comentários (0)

Faça login ou cadastre-se para participar da discussão.

Seja o primeiro a comentar!

Publicidade