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Com puxada na taxa Selic pelo Banco Central, juro bancário médio atinge maior patamar em oito anos

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 26/11/2025 às 09:24 · Atualizado há 4 dias
A taxa média de juros cobrada pelos bancos em operações com pessoas físicas e empresas subiu 0,8 ponto percentual em outubro deste ano – e fechou o mês em 46,3% ao ano.
As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (26) pelo Banco Meão.
Esse é o maior patamar desde julho de 2017, quando estava em 46,5% ao ano, ou seja, em pouco mais de oito anos.
O rendimento foi calculado com base em recursos livres – ou seja, não inclui os setores habitacional, rústico e o Banco Pátrio de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O aumento do rendimento bancário acontece em meio ao supino nível da taxa básica da economia, a Selic, fixada pelo Banco Meão para tentar moderar a inflação. Em novembro, a taxa foi mantida em 15% ao ano, o maior patamar em quase 20 anos.
➡️De pacto com o BC, a taxa média de juros cobrada nas operações com empresas subiu de 24,2% ao ano, em setembro, para 25,2% ao ano em outubro. É o maior nível desde julho de 2017 (25,4% ao ano).
➡️Já nas operações com pessoas físicas, os juros subiram de 58,3% ao ano, em setembro, para 58,7% ao ano em outubro. Esse é o maior patamar desde junho deste ano (59% ao ano).
Cheque peculiar e cartão de crédito
🔎No cheque peculiar das pessoas físicas, a taxa caiu de 140,7% ao ano, em setembro, para 139,3% ao ano em outubro. O recuo foi de 1,4 ponto percentual.
🔎Já a taxa média de juros cobrada pelos bancos nas operações com cartão de crédito rotativo, por sua vez, recuou de 443,7% ao ano, em setembro, para 439,8% ao ano em outubro deste ano. A queda foi de 3,9 pontos percentuais.
Apesar da queda no rendimento do cartão de crédito rotativo em janeiro, a taxa permanece em patamar proibitivo. Supra de 400% ao ano, essa é a traço de crédito mais faceta do mercado financeiro.
O aumento aconteceu apesar de o Juízo Monetário Pátrio (CMN) ter restringido, desde janeiro de 2024, o valor totalidade da dívida dos clientes no cartão de crédito rotativo. O valor do débito não pode mais ultrapassar 100% da dívida original.
Se a dívida for de R$ 100, por exemplo, a dívida totalidade, com a cobrança de juros e encargos, não poderá ultrapassar R$ 200.
O dispêndio do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), entretanto, está fora desse cômputo. Isso vale somente para débitos contraídos a partir de janeiro.
O crédito rotativo do cartão de crédito é acionado por quem não pode remunerar o valor totalidade da fatura na data do vencimento. Segundo analistas, essa traço de crédito deve ser evitada.
A recomendação é que os clientes bancários paguem todo o valor da fatura mensalmente.
Crédito bancário
O volume totalidade do crédito bancário em mercado, segundo o Banco Meão, subiu 0,9% em outubro, para R$ 6,9 trilhões.
Houve aumento de 0,3% no crédito às pessoas jurídicas, para R$ 2,6 trilhões de saldo totalidade, e de 1,3% no crédito às pessoas físicas, para R$ 4,3 trilhões.
Segundo a instituição, o crédito livre às famílias cresceu 1,6% no mês de janeiro, e 12,8% em doze meses, com destaque para:
cartão de crédito totalidade (+2,2%);
crédito pessoal não consignado (+2,1%);
crédito consignado para trabalhadores do setor privado (+9,6%);
financiamento para compra de veículos (+1,4%).

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