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Assalto ao Louvre agrava onda de roubos em museus franceses | Mundo

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 19/10/2025 às 13:49 · Atualizado há 7 horas
Assalto ao Louvre agrava onda de roubos em museus franceses | Mundo
Foto: Reprodução / Arquivo

O Museu do Louvre, em Paris, foi alvo de um roubo na manhã deste domingo (19). Segundo o Ministério do Interior da França, joias de valor incalculável foram levadas da Galeria Apolo, uma das áreas mais visitadas do museu.

O local foi fechado “por razões excepcionais”, enquanto equipes de perícia avaliam os danos e tentam identificar as peças roubadas.

O episódio ocorre em meio a uma onda de assaltos a instituições culturais na França, que tem preocupado as autoridades.

De acordo com a ministra da cultura do país, Rachida Dati, "a criminalidade organizada está atacando objetos de arte e os museus se tornaram alvos hoje em dia". "É preciso adaptar esses museus a essas novas formas de criminalidade. Eles são profissionais", acrescentou ela no canal “TF1”, referindo-se aos malfeitores.

No mês passado, ladrões invadiram o Museu Nacional Adrien Dubouché, em Limoges, e levaram duas porcelanas chinesas dos séculos XIV e XV e um vaso do século XVIII, avaliados em cerca de US 11 milhões.

Pouco antes, o Museu de História Natural de Paris teve amostras raras de ouro, avaliadas em US 700 mil, roubadas de uma de suas salas. Um porta-voz da instituição classificou o momento como “crítico para os museus franceses”, alertando para o aumento da vulnerabilidade das coleções diante de grupos criminosos especializados.

No fim do ano passado, homens armados com machados invadiram o Museu Cognacq-Jay, também na capital, e levaram obras avaliadas em mais de U$S 1 milhão. Duas delas pertenciam à Coroa Britânica e estavam emprestadas à instituição, o que levou a um pagamento de seguro de US 4 milhões à Royal Collection Trust. "Sabemos que há uma grande vulnerabilidade nos museus franceses. Os controles de acesso ao museu do Louvre não têm nada a ver com o que era feito há alguns anos (...), a segurança foi obviamente reforçada. Mas não se pode impedir tudo, não devemos deixar que as pessoas pensem que o risco zero existe", reagiu Laurent Nuñez, Ministério do Interior francês, em entrevista à rádio France Inter.

Segundo o ministro, o ataque deste domingo durou apenas sete minutos. As primeiras informações indicam que três ou quatro criminosos invadiram o prédio por volta das 9h30 (horário local), quebrando uma janela para ter acesso à Galeria Apolo. O grupo teria utilizado um elevador de carga acoplado a um caminhão estacionado do lado de fora para alcançar o interior do edifício. Após quebrarem vitrines e recolherem as joias, os assaltantes fugiram em motocicletas, antes da chegada da polícia.

O Ministério Público de Paris informou que abriu uma investigação por suspeita de “roubo organizado e associação criminosa para a prática de delito.”

As peças levadas pertenciam à antiga coleção real francesa e estavam em exposição permanente. Entre elas, havia joias ligadas à época de Napoleão Bonaparte.

O Ministério do Interior ressaltou que o valor comercial das obras é secundário diante de sua importância simbólica: “Trata-se de um patrimônio histórico e cultural impossível de mensurar.”

Museu do Louvre — Foto: Wanderer97/Pixabay

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