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Área técnica do Cade aprova venda de fatia do GPA para o Grupo Coelho Diniz | Empresas

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 02/09/2025 às 15:53 · Atualizado há 5 dias
Área técnica do Cade aprova venda de fatia do GPA para o Grupo Coelho Diniz | Empresas
Foto: Reprodução / Arquivo

A Superintendência Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (SG/Cade) aprovou a aquisição de participação societária na Companhia Brasileira de Distribuição (CBD), controladora do GPA, pelo Grupo Coelho Diniz. A família terá 24,5% das ações da companhia. Se não houver questionamentos nos próximos 15 dias a operação será considerada definitivamente aprovada pelo órgão antitruste.

Em parecer, a área técnica indica que apesar de ter sido informado que a operação seria uma “aquisição de ações sem aquisição de controle”, foi informado que a CBD é a “sociedade mãe” do GPA e que, conforme o quadro com a composição acionária atual, o Grupo Casino possui 22,5% das ações do GPA. A família Coelho Diniz passará a deter mais ações do que o Grupo Casino. A partir daí a SG inferiu que o Grupo Coelho Diniz passará a deter controle sobre o GPA, ainda que de forma compartilhada.

Na análise, a área técnica aponta que apesar de os dois grupos atuarem no ramo supermercados, a operação não acarreta sobreposição horizontal (em um mesmo setor) nem integração vertical (em cadeia).

Segundo o parecer, a dimensão geográfica do mercado de supermercados deve ser delimitada, ao menos, no âmbito do município em que a empresa-alvo mantém loja. “A CBD e a Família Coelho Diniz possuem supermercados em municípios distintos. Nesse sentido, em Minas Gerais, a CBD possui loja somente em Uberlândia, sendo uma localidade onde a família Coelho Diniz não possui loja”, afirma o parecer.

Além disso, nenhuma empresa do Grupo Coelho Diniz fornece produtos para outros supermercados que não sejam detidos integralmente pela própria família. “A operação configura mera substituição de agente econômico, não demandando, deste modo, uma análise mais aprofundada dos mercados envolvidos”, afirma a SG no parecer.

Reportagens do Valor publicadas em julho indicaram que o Grupo Coelho Diniz não ultrapassaria a participação de 25%. O estatuto do GPA prevê que um acionista que bater ou ultrapassar posição de 25% precisa fazer uma oferta pública de aquisição de ações (OPA).

O aumento de participação se deu em um momento de embate no conselho de administração entre novos e antigos acionistas do GPA. De um lado estariam Casino, Ronaldo Labrudi, ex-CEO do GPA e seus indicados; do outro, Coelho Diniz e independentes. Investidores viam como negativa a condução da governança pelos franceses, e tinham expectativa de mudança no controle.

— Foto: Silvia Costanti/Valor

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