Aliados do deputado Glauber Braga (Psol-RJ) vão passar o feriado de Páscoa negociando uma alternativa para a cassação do mandato do parlamentar, já aprovada pelo Conselho de Ética da Câmara. A solução preferencial é via Comissão de Constituição e Justiça, segundo o deputado Tarcísio Motta (Psol-RJ).
De acordo com ele, a ideia é que a CCJ devolva o caso ao Conselho de Ética, que poderia rever a punição a Braga, que está há uma semana em greve de fome. A depender do parecer da CCJ, o processo retornaria com ou sem um novo relator.
"Se a CCJ apontar, por exemplo, algum tipo de vício na punição sugerida pelo relator, poderia haver a indicação de um novo", afirmou Motta. O relator, Paulo Magalhães (PSD-BA), é acusado por Braga de atuar no colegiado em nome dos interesses do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL).
A mudança de relator também pode acontecer se Magalhães não for reconduzido como membro do conselho, que terá a sua composição renovada na próxima semana.
Se a estratégia via CCJ falhar, a ideia é que algum partido apresente uma emenda no plenário. A recomendação de cassação do mandato chega em forma de um projeto de resolução que, de acordo com Motta, pode receber emendas. A emenda seria para atenuar a punição, evitando-se a cassação do mandato.
Ao deixar o plenário onde Braga está desde a semana passada, Motta disse que o colega está bem, mas que apresentou algumas alterações na função hepática, provavelmente por conta do alto consumo de isotônicos. Por essa razão, segundo ele, Braga irá suspender o consumo do produto.
Motta disse ainda que a greve de fome é uma forma de pressionar o comando da Câmara a dar uma solução para o caso e evitar que um impasse se arraste, como acontece com o deputado Chiquinho Brazão (sem partido-RJ). Preso por ter mandado matar a vereadora Marielle Franco, ele teve pedido de cassação aprovado no Conselho de Ética em agosto do ano passado, mas o caso ainda está pendente de decisão no plenário.
Os aliados de Glauber Braga estão procurando lideranças partidárias para negociar uma saída. As tratativas devem acontecer durante todo o fim de semana, na expectativa de que o caso seja resolvido na volta das atividades do Congresso, na próxima terça-feira (22).
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