As companhias aéreas canadenses WestJet Airlines e Transat AT suspenderam temporariamente as viagens para Cuba devido à escassez de combustível de aviação na ilha. Na última segunda-feira, a Air Canada já havia anunciado a paralisação dos voos para o país latino.
Os cancelamentos de voos ocorrem após o governo cubano ter informado, no último domingo, que não há combustível disponível no principal aeroporto do país, o Aeroporto Internacional José Martí, em Havana, por pelo menos um mês, a partir desta semana.
A WestJet começou a reduzir suas operações para Cuba e estava enviando aeronaves para trazer de volta hóspedes que estão atualmente de férias na ilha, segundo comunicado. “Todas as aeronaves despachadas para Cuba levarão combustível suficiente para partir com segurança sem depender da disponibilidade local de combustível”, disse a empresa sediada em Calgary.
A Transat suspenderá todos os voos para Cuba até 30 de abril e informou em comunicado que está em processo de repatriar seus clientes para o Canadá. Ambas as companhias ofereceram flexibilidade aos clientes que tinham voos marcados.
A decisão deve pressionar as ações da Transat, afirmou o analista da TD Cowen, Tim James, em nota a investidores, segundo a agência Bloomberg. A empresa atende principalmente turistas, e Cuba é um de seus destinos mais importantes — respondendo por algo entre 10% e 15% da capacidade no período de inverno no país canadense, segundo James.
O governo do Canadá aconselhou os viajantes, na última segunda-feira, a terem cautela ao viajar para Cuba em meio à “escassez crescente de eletricidade, combustível e necessidades básicas, incluindo alimentos, água e medicamentos, que também podem afetar resorts”. O alerta acrescenta que a situação é “imprevisível e pode piorar”.
As medidas representam um duro golpe para Cuba, que depende do turismo como fonte vital de divisas diante das sanções econômicas dos EUA, mantidas há décadas, como forma de pressionar por mudança de regime.
O presidente americano, Donald Trump, aumentou a pressão sobre o governo de Havana significativamente após ter capturado o antigo líder venezuelano, Nicolás Maduro, em janeiro deste ano, e interrompido o fornecimento de petróleo que a Venezuela fazia a Cuba.
Além do bloqueio a essas embarcações, o presidente norte-americano ameaçou impor tarifas a países que fornecessem combustível ao país caribenho. O governo americano acusa a ilha de patrocinar o terrorismo e de se tornar uma base para adversários estrangeiros como China, Rússia, Irã e Coreia do Norte.
Em coletiva de imprensa realizada na última quinta-feira (5), o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou que está disposto a iniciar negociações com os EUA desde que seja “sem pré-condições, a partir de uma posição de igualdade e com respeito”.
Díaz-Canel também declarou que empresas de transporte de petróleo e outros países não estão enviando remessas de energia por receio de retaliações norte-americanas. Ele também negou as denúncias de Washington sobre envolvimento com terrorismo e bases estrangeiras, afirmando que o país tem “acordos de cooperação militar com [seus] aliados, mas isso não significa que existam bases militares aqui”.
No mesmo dia, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que Cuba não está em posição de igualdade para negociar com os americanos. “Penso que, tendo em vista o fato de que o governo cubano está nas últimas e seu país, à beira do colapso, eles deveriam ser cautelosos em suas declarações dirigidas ao presidente dos Estados Unidos”, disse.
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