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Alckmin sinaliza agenda econômica esvaziada até 2026, mas diz que IR deve passar “nas próximas semanas” | Brasil

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 19/08/2025 às 14:35 · Atualizado há 18 minutos
Alckmin sinaliza agenda econômica esvaziada até 2026, mas diz que IR deve passar “nas próximas semanas” | Brasil
Foto: Reprodução / Arquivo

A expectativa é que o projeto que amplia a isenção do Imposto de Renda (IR), bem como as respectivas compensações para a perda com essa arrecadação, seja aprovado “nas próximas semanas”, afirmou o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, em evento do Santander nesta terça-feira em São Paulo.

Questionado sobre a agenda econômica à frente, Alckmin disse que sempre defendeu que reformas estruturantes, especialmente via emenda constitucional, precisam ser feitas no primeiro ano, sinalizando que a pauta daqui até 2026, ano eleitoral, deve ser mais esvaziada.

“Se não tivesse passado a reforma tributária no primeiro ano, não passava mais”, afirmou. Agora, o período de campanha eleitoral deve tornar aprovações mais complicadas. “Campanha presidencialista no mundo inteiro é de baixo nível”, disse Alckmin. “É canelada”, afirmou.

“Acho que passa a questão do Imposto de Renda”, disse, observando que há R$ 27 bilhões para serem compensados da medida. “É isso que acho que deve ser aprovado nas próximas semanas.”

Na sua avaliação mais geral, o tema da reforma administrativa também pode avançar. “Temos de ter cultura contra privilégio e desperdício”, disse.

O ajuste fiscal é, segundo Alckmin, uma obra interminável. “Nós temos uma tarefa - e não é pequena - que é a questão fiscal”, afirmou. “Temos de fazer superávit primário”, disse.

“Acho que isso não deveria ser mais objeto de discussão de esquerda ou de direita”, afirmou, acrescentando que é uma questão de “saber fazer conta”.

Para Alckmin, é preciso “fazer a economia crescer” para a relação dívida/PIB melhorar e “ir fazendo superávit”. Tudo isso, observou, em um contexto mais difícil, já que o mundo deve crescer menos.

— Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo

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