A expectativa é que o projeto que amplia a isenção do Imposto de Renda (IR), bem como as respectivas compensações para a perda com essa arrecadação, seja aprovado “nas próximas semanas”, afirmou o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, em evento do Santander nesta terça-feira em São Paulo.
Questionado sobre a agenda econômica à frente, Alckmin disse que sempre defendeu que reformas estruturantes, especialmente via emenda constitucional, precisam ser feitas no primeiro ano, sinalizando que a pauta daqui até 2026, ano eleitoral, deve ser mais esvaziada.
“Se não tivesse passado a reforma tributária no primeiro ano, não passava mais”, afirmou. Agora, o período de campanha eleitoral deve tornar aprovações mais complicadas. “Campanha presidencialista no mundo inteiro é de baixo nível”, disse Alckmin. “É canelada”, afirmou.
“Acho que passa a questão do Imposto de Renda”, disse, observando que há R$ 27 bilhões para serem compensados da medida. “É isso que acho que deve ser aprovado nas próximas semanas.”
Na sua avaliação mais geral, o tema da reforma administrativa também pode avançar. “Temos de ter cultura contra privilégio e desperdício”, disse.
O ajuste fiscal é, segundo Alckmin, uma obra interminável. “Nós temos uma tarefa - e não é pequena - que é a questão fiscal”, afirmou. “Temos de fazer superávit primário”, disse.
“Acho que isso não deveria ser mais objeto de discussão de esquerda ou de direita”, afirmou, acrescentando que é uma questão de “saber fazer conta”.
Para Alckmin, é preciso “fazer a economia crescer” para a relação dívida/PIB melhorar e “ir fazendo superávit”. Tudo isso, observou, em um contexto mais difícil, já que o mundo deve crescer menos.