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A disparada dos bonds da Venezuela após a captura de Maduro

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Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 05/01/2026 às 12:53 · Atualizado há 1 dia
A disparada dos bonds da Venezuela após a captura de Maduro
Foto: Reprodução / Arquivo
Victor Rezende é coordenador da cobertura de mercados financeiros e está no Valor desde 2019. O mercado já vinha embutindo, aos poucos, no preço dos bonds da Venezuela alguma chance de mudança de regime no país. Ainda assim, com a operação surpresa dos Estados Unidos no fim de semana, com a captura de Nicolás Maduro, os participantes do mercado viram espaço para ganhos adicionais e houve uma corrida para os bonds venezuelanos, que já estavam em default. O bond venezuelano com vencimento em 2031 sobe a 41 centavos de dólar na manhã desta segunda-feira na Bolsa de Frankfurt, em uma alta de mais de 11 cents em relação a sexta-feira. Já os bonds da estatal PdVSA avançam mais de 8 centavos de dólar e opera em torno de 31 centavos. A detenção de Maduro e sua remoção para os EUA no sábado, após uma operação militar em Caracas, alimentaram expectativas em torno do que provavelmente será uma das maiores — e potencialmente mais complexas — reestruturações de dívida soberana da história. “Uma trajetória de curto prazo depende da estabilidade do acordo”, diz o estrategista Leonardo Tiago, do J.P. Morgan, que já esperava uma forte alta dos bonds na abertura. “Os títulos da Venezuela e da PdVSA praticamente dobraram de preço ao longo de 2025, mas ainda devem registrar um forte salto”, diz. “Em um ambiente em que a maioria dos demais soberanos de mercados emergentes parece extremamente cara, a Venezuela combina valor relativo com uma narrativa convincente, o que deve manter os investidores engajados.” Tiago observa que o mercado de bonds venezuelanos tem voltado a ter liquidez aos poucos na medida em que os investidores viam alguma chance de alívio nas sanções na capacidade de reestruturação dos títulos que estão em default desde 2017. “Os títulos atingiram máximas com o otimismo antes das eleições de julho de 2024 e, depois, no início de 2025, com sinais de que o governo Trump poderia se engajar com Maduro de forma transacional, por meio do enviado especial Richard Grenell, em temas como libertação de prisioneiros, deportações e petróleo”, nota o estrategista. Ao longo do ano passado, à medida que o foco dos EUA se voltou para a Venezuela e a mudança de regime passou a ser mais enfatizada, os títulos continuaram avançando. “Mesmo com os mercados antecipando uma mudança de regime, o cenário que aparentemente se materializou é surpreendente”, enfatiza Tiago. Para ele, os mercados provavelmente deixarão de lado as considerações políticas e devem se concentrar na durabilidade da relação entre Trump e Delcy Rodríguez, que era a vice-presidente de Maduro, e no que isso significa para o caminho da reestruturação da dívida. “Caso essa cooperação se mantenha estável, passos lógicos seguintes poderiam incluir a restauração de relações diplomáticas formais e a ampliação de licenças, incluindo, em algum momento, autorizações para negociações em torno de uma reestruturação da dívida.” “Partimos da premissa básica de que os títulos da Venezuela e da PdVSA provavelmente serão tratados em termos semelhantes, e que um instrumento de recuperação de valor ligado ao petróleo (VRI) deve ser um componente-chave de qualquer reestruturação”, afirma o estrategista. No despacho assinado hoje, o ministro determina que os técnicos do TCU deverão, “in loco”, reconstruir o fluxo de supervisão e resolução no período 2019–2025 no âmbito do Master, bem como, "verificar motivação, coerência e proporcionalidade" na decisão de liquidar o banco Desde 2023, as duas empresas vêm colaborando em parcerias de negócios para o desenvolvimento de soluções de baixo carbono Em carta, Guterres manifestou preocupação com o fato de a operação dos EUA na Venezuela não ter respeitado as normas do direito internacional Próxima reunião que irá deliberar sobre a taxa básica de juros acontece no fim do mês de janeiro Fundo passou a ser o maior do segmento, com patrimônio de R$ 950 milhões No acumulado dos nove primeiros meses do ano passado, o lucro operacional das operadoras de saúde somou R$ 8,6 bilhões Dirigente pondera que essa situação não parece estar ocorrendo até agora Pílula foi aprovada pela Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA na sigla em inglês) dos EUA no mês passado A estreia de “A Empregada”, “Zootopia 2”, “Bob Esponja - Em Busca da Calça Quadrada” e “Anaconda” completam as cinco maiores bilheterias Sem sinais de que a intervenção possa se espalhar pela América Latina ou envolver outros atores globais, os mercados não sofrem com uma aversão a risco significativa nesta segunda-feira

Fonte: Agências

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