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Traumas podem deixar marcas no DNA

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 28/04/2025 às 12:00 · Atualizado há 2 dias
Traumas podem deixar marcas no DNA
Foto: Reprodução / Arquivo

Passar por uma experiência muito traumática pode causar as chamadas alterações epigenéticas, ativando ou desativando genes presentes no DNA de uma pessoa – e essas modificações podem passar para os descendentes dela, persistindo na sua linhagem genética.

Essa é a conclusão de um estudo (1) pioneiro, feito por cientistas dos EUA e da Jordânia com refugiados sírios. Os pesquisadores coletaram amostras de saliva de 131 voluntários, pertencentes a 48 famílias sírias.

Metade delas vivenciou algum dos três períodos de guerra civil que abalaram o país a partir dos anos 1980 (a outra metade, não).

O estudo avaliou duas ou três gerações de cada família, sendo que a primeira geração sempre tinha mulheres grávidas – no primeiro grupo, elas haviam sido expostas a um ambiente de guerra durante a gestação.

Os cientistas identificaram 21 alterações epigenéticas causadas pela exposição a situações traumáticas, das quais 14 foram transmitidas para as gerações descendentes.

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Fonte 1. “Epigenetic signatures of intergenerational exposure to violence in three generations of Syrian refugees”, C Mulligan e outros, 2025.

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