Na última terça-feira (11), médicos, indígenas e membros da sociedade social realizaram a Marcha Global Saúde e Clima em Belém. A estirão ocorreu no final da tarde, percorrendo 1,5 km entre a Embaixada dos Povos e a Zona Azul, o sítio onde acontecem as negociações oficiais da COP30.
A Marcha foi organizada pelo Movimento Médicos pelo Clima em parceria com a Rede de Trabalho Amazônico, grupo que atua na resguardo dos povos da floresta e da pluralidade amazônica. A revelação também contou com a presença da Fiocruz, Médicos Sem Fronteiras, Juízo Regional de Enfermagem do Pará e outras organizações.
No final da estirão, um grupo dissidente entrou sem autorização na Zona Azul, espaço reservada a pessoas credenciadas do evento. Em nota, a organização da Marcha esclarece que esses participantes agiram de forma independente, e não estão relacionados ao ato.
“O objetivo da marcha foi invocar atenção para os impactos das mudanças climáticas na saúde pública e para a urgência urgente de políticas que protejam tanto as pessoas quanto o planeta”, diz a nota.
A relação entre saúde e clima vai além das ondas de calor que mataram 62 milénio pessoas na Europa em 2024. Trata-se de um problema sistêmico, que envolve o aumento de doenças contagiosas, cardiovasculares e respiratórias – além de expelir o aproximação a possíveis novos tratamentos que viriam da biodiversidade. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, entre 2030 e 2050, as mudanças climáticas serão responsáveis por 250 milénio novas mortes por ano.
Conversamos com Adalberto Val, vice-presidente da Ateneu Brasileira de Ciências para a região Setentrião, sobre a integração desses dois temas. Ele (que não faz segmento da organização da marcha) destaca três grandes exemplos de impacto das mudanças climáticas na saúde da população Setentrião, em próprio a população indígena.
O primeiro deles é a segurança fomentar. O peixe é a base da dieta – e muitas vezes, a única natividade de proteína – da população amazônica. “Os peixes não conseguem regular a temperatura do corpo, portanto qualquer pequeno aumento da temperatura da chuva leva a uma mortalidade enorme desses animais”, diz Val. “Foi o que aconteceu em 2023 e 2024. A gente tinha quilômetros de rios cheios de peixes mortos na superfície”.
Sem uma alimento adequada, a população fica sujeita a doenças porquê fome. A falta de aproximação a vitualhas locais também aumenta o consumo de ultraprocessados, produtos de grave valor nutricional que estão relacionados à obesidade e a outros problemas de saúde.
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O segundo impacto está relacionado às arboviroses – ou seja, doenças transmitidas por mosquitos. “Com cenários mais drásticos de temperatura e CO2, temos gerações mais curtas de mosquitos anopheles [transmissores da malária], portanto temos mais mosquitos em menos tempo”, diz Val.
O terceiro ponto diz saudação ao aproximação aos sistemas de saúde em comunidades interioranas e ribeirinhas, em que o único meio de transporte é o embarcação. “Com a subtracção do nível da chuva dos rios, as pessoas ficam sem o transporte regular a serviços de saúde, que geralmente estão distantes”, diz Val.
A relação entre a saúde do planeta e a saúde da população é um tema que cada vez mais pesquisadores e profissionais da saúde trazem ao debate. “Precisamos ter a visão de uma saúde única. O envolvente não pode contribuir para a deterioração da qualidade de vida e saúde das pessoas”, pontua Val, que também é pesquisador do Instituto Vernáculo de Pesquisas da Amazônia (INPA).
Na quinta-feira (13), um dos focos temáticos das negociações na COP30 será a integração entre saúde e clima.