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Novo tipo de medicamento contra malária mostra alta eficácia em ensaio clínico

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 17/11/2025 às 10:00 · Atualizado há 2 dias
Novo tipo de medicamento contra malária mostra alta eficácia em ensaio clínico
Foto: Reprodução / Arquivo

Um novo e promissor medicamento pode ser uma arma revolucionária na luta contra a malária em países da África, onde o ocasionador da doença está criando resistência aos tratamentos atuais. Na última lanço do experimento médico, o GanLum curou 97,4% dos pacientes, superando os remédios tradicionais. 

Atualmente, há vários tratamentos eficazes contra a malária. A maioria se baseia no medicamento artemisinina ou seus derivados, uma molécula extraída de uma vegetal da medicina tradicional chinesa (a invenção deste medicamento rendeu o Nobel de Medicina de 2015 ao chinês Youyou Tu). Nos últimos anos, porém, o Plasmodium falciparum – sevandija que razão o tipo mais grave de malária – tem criado resistência a essa abordagem, aumentando a urgência por alternativas.

No mundo todo, há mais de 260 milhões de casos de malária por ano, e quase 600 milénio mortes. 95% dos óbitos ocorrem na África – e três quartos das vítimas fatais são crianças com menos de 5 anos. É uma doença prevenível (por meio do controle dos mosquitos que a transmitem) e tratável, mas afeta principalmente países pobres, com subida vulnerabilidade, e a resistência crescente adiciona uma estrato de dificuldade na luta contra sua erradicação.

O novo medicamento, desenvolvido pela farmacêutica suíça Novartis, ainda está em tempo de testes. Se confirmado, seria o primeiro novo tipo de tratamento contra a malária em 25 anos. Os dados do estudo foram apresentados pela farmacêutica em uma conferência no Canadá.

No experimento médico, os pesquisadores analisaram dados de quase 1.700 participantes de 12 países da África Subsaariana, onde a malária é um problema grave. Os resultados mostraram que o medicamento GanLum (também espargido pela {sigla} KLU156) foi eficiente em 97,4% dos casos, superando o tratamento convencional fundamentado em artemisinina, que teve eficiência de 94%.

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Embora ambos os medicamentos tenham mostrado subida eficiência, a notícia é muito positiva porque o GanLum desponta porquê uma possante arma contra a resistência do protozoário ocasionador da malária. A resistência, que decorre de uma mutação no gene K13 do sevandija, já foi identificada em algumas regiões e, apesar de não ser generalizada, pode ser um grande problema no porvir.

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O substância principal do remédio é uma molécula sem parentesco com a artemisinina, selecionada em meio a milhares de outras que apresentaram eficiência contra o ocasionador da malária em testes em laboratório.

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Segundo especialistas, o novo medicamento poderia ser usado não só em locais onde o sevandija já mostra resistência porquê também pode se tornar uma opção em outros países, a termo de evitar justamente que a resistência à artemisinina surja. 

No entanto, o medicamento ainda precisa ser confirmado por agências reguladoras, que irão revisar os dados de eficiência e segurança do medicamento. 

“O GanLum pode simbolizar o maior progresso no tratamento da malária em décadas, com subida eficiência contra múltiplas formas do sevandija, além da capacidade de varar cepas mutantes que apresentam sinais de resistência aos medicamentos atuais”, afirma Abdoulaye Djimdé, professor de Parasitologia da Universidade de Bamako, no Mali, que ajudou a coordenar o estudo. “A resistência aos medicamentos é uma prenúncio crescente na África e, portanto, novas opções de tratamento são extremamente necessárias.”

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