Se você gosta de livros de terror, mistério e suspense, a equipe da Super separou 5 sugestões imperdíveis para comprar na Black Friday.
Frankenstein, de Mary Shelley
Victor Frankenstein é um jovem observador suíço que descobre um método para gerar vida a partir de pedaços de pessoas mortas. O feito revolucionário, porém, logo sai do seu controle e passa a assombrá-lo. Pois é: o nome é o do fundador, não da indivíduo, que no livro é só chamada de “monstro”, “demônio” e afins.
Frankenstein, publicado pela primeira vez em 1818, não é só um dos maiores títulos do terror, ao lado de Drácula, de Bram Stoker, e O Médico e o Monstro, de Robert Louis Stevenson: é também considerado o fundador do gênero da ficção científica.
A obra aborda temas filosóficos e políticos que dominaram a primeira metade do século 19, quando os avanços tecnológicos revolucionavam a ciência e a Revolução Industrial começava a mudar para sempre o modo de vida na Inglaterra. Mais impressionante ainda é saber que Mary Shelley escreveu esse clássico quando tinha exclusivamente 19 anos – e que a teoria para o romance surgiu numa reinação entre amigos (entre eles, o famosíssimo poeta Lord Byron).
A história acabou de ser adaptada em um filme da Netflix, com direção de Guillermo del Toro e com Jacob Elordi, Oscar Isaac e Mia Goth no elenco. Vale a pena ler antes ou depois de testemunhar.
Frankenstein
Sobre os Ossos dos Mortos, de Olga Tokarczuk
Nas montanhas geladas e remotas da fronteira entre a Polônia e a República Tcheca, a professora aposentada Janina Duszejko se torna uma detetive amadora quando uma série de mortes estranhas começa a ocorrer no pacato vilarejo. A mulher acredita que os animais da região estão matando os humanos para se vingar dos caçadores e dos maus-tratos que sofrem, mas ninguém leva essa teoria a sério.
Nesse thriller da polonesa Olga Tokarczuk, vencedora do Prêmio Nobel de Literatura de 2018, a ambientação introspectiva e reflexiva é o ponto potente. A protagonista, por outro lado, é propositalmente pouco carismática.
Apesar dos assassinatos construírem o tecido de fundo da história, não espere um mistério à la Sherlock Holmes ou Hercule Poirot: a narrativa é mais lenta e filosófica, com reflexões sobre a relação do varão com a natureza e o recta dos animais.
Sobre os ossos dos mortos
E Não Sobrou Nenhum, de Agatha Christie
Dez estranhos isolados numa ilhéu remota. Uma criminação que conecta todos do grupo. Um poema esfíngico que parece prever o horizonte. E uma série de assassinatos inexplicáveis. Qualquer um pode ser a próxima vítima, e qualquer um pode ser o facínora.
A “rainha do transgressão” tem um sem-fim de ótimas histórias de mistério, mas essa não é a mais conhecida à toa: o livro traz um ritmo frenético e envolvente e termina com uma das melhores reviravoltas da curso de Agatha Christie.
Publicado em 1939 com outro título (que foi trocado por ser considerado racista), E não sobrou nenhum é um dos livros mais vendidos da história. Repertório obrigatório para os fãs de suspense.
E não sobrou nenhum
Material Escura, de Blake Crouch
Uma mistura de ficção científica, suspense e thriller. Na trama, o observador Jason Dessen, que estuda física quântica, é transportado para um universo paralelo onde sua vida é completamente dissemelhante por justificação de uma única decisão que ele tomou 15 anos antes.
A história explora conceitos reais da ciência, uma vez que a possibilidade de realidades paralelas (que explicamos nesta reportagem).
O livro é recente – foi publicado em 2016 –, mas já conquistou uma legião de fãs e foi adequado em 2024 numa série da Apple TV.
Material escura
O retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde
Essa preciosidade é o único romance escrito pelo irlandês Oscar Wilde. Uma primeira versão curta da história foi publicada originalmente em 1890, na revista mensal Lippincott’s Monthly Magazine. Wilde adaptou-o para romance no ano seguinte.
O livro gira em torno do aristocrata Dorian Gray, que tem seu retrato pintado por seu companheiro Basil Hallward. Gray adota uma visão hedonista, acreditando que sua formosura e luxúria são as únicas coisas pelas quais vale a pena viver. O personagem faz um pacto para que sua pintura envelheça em seu lugar, enquanto permanece jovem e persegue uma vida de excessos. A obra traz reflexões sobre a procura incansável pela formosura, seu papel na sociedade e a utilidade da arte.
O retrato de Dorian Gray