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Missionário cearense contrai doença na Guiné-Bissau e família quer ajuda para transferência | Ceará

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 21/11/2025 às 17:22 · Atualizado há 6 dias
Missionário cearense contrai doença na Guiné-Bissau e família quer ajuda para transferência | Ceará
Foto: Reprodução / Arquivo

Um estudante de engenharia social da cidade de Quixadá contraiu uma doença grave durante uma missão religiosa na África e, segundo a família, precisa de ajuda para ser transferido para um hospital com melhores condições de tratamento. Alex dos Santos Oliveira, 20 anos, foi diagnosticado com febre tifoide e hemorragia digestiva, e está internado desde terça-feira (9) no hospital pediátrico São José em Bôr, na capital da Guiné-Bissau.

A mãe, a dona de mansão Celma dos Santos, se diz aflita com a situação do fruto e quer trazê-lo para o Brasil ou transferi-lo para Senegal ou Marrocos, já que o hospital onde o rapaz está não tem, por exemplo, examinação de endoscopia para calcular a hemorragia. "Estou muito aflita. Não vejo a hora do meu fruto chegar. Não pensamos que iria suceder isso. Meu objetivo é que desse notório trazê-lo o mais rápido”, disse. A transferência em UTI aérea para o Senegal custa em torno de R$ 37 milénio e para o Marrocos (R$ 41 milénio), fora despesas médicas, e a família diz que não tem uma vez que arcar com os gastos.

Para realizar o sonho de ser propagandista, Alex trancou a faculdade e trabalhou para juntar verba — Foto: Registro Pessoal

Segundo a namorada do jovem, Sara Vieira, 21 anos, Alex trancou a faculdade em Quixadá, foi para São Paulo trabalhar na construção social com o pai, rabi de obras, para juntar verba e realizar o sonho de ser propagandista na África. Ele fez a viagem por conta própria e se mantinha com as economias e verba enviado pela família e amigos, contando com o base de um colega e de um parelha de missionários com quem mora e divide as despesas da mansão. Na capital Bissau, ele ajudava na implantação de uma escola de alfabetização de crianças. O jovem morava com os pais e dois irmãos em Quixadá, no Sertão cearense.

Sarah explica que os médicos que atendem Alex ajudam uma vez que podem, mas o hospital não dispõe de estrutura suficiente. "Os médicos são bons, mas o hospital é restringido. Eles não têm, por exemplo, exames de endoscopia, não têm uma vez que tratar”, disse. A febre tifoide é uma infecção causada por uma bactéria chamada Salmonella typhi. É transmitida pelo consumo de mantimentos contaminados ou pelo contato com fezes e urina do doente. Em casos não tratados, um quinto das pessoas vem à óbito, mas antibióticos costumam sarar a doença em duas semanas.

Em contato com a embaixada brasileira em Bissau e autoridades locais, a família conseguiu transporte em ambulância ou aeroplano mercantil, no entanto, os médicos consideraram que o paciente iria passar riscos e precisa de remoção em UTI superfície.

A prima de Alex, Natalie Santos, que é advogada e mora em Fortaleza, afirmou que a família espera um diagnostico médico mais detalhado para enviar à Defensoria Pública da União (DPU) e entrar com uma ação judicial na tentativa de solucionar o caso.

De conformidade com o mais recente relatório do hospital, Alex foi diagnosticado com febre tifoide, anemia severa e hemorragia digestiva e fez cinco transfusões de sangue. “Uma vez que estamos com falta de recursos para um diagnóstico confirmativo, abordamos os familiares para um melhor estudo e tratamento em lugar mais especializado'', diz o documento.

Segundo a unidade, o jovem procurou o hospital sentindo febre, foi medicado, e dias depois, em 9 de outubro, foi internado, apresentando hemorragia em 12 de outubro e dias seguintes.

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