O governo da Venezuela anunciou nesta sexta-feira (9) a retomada do diálogo diplomático com os Estados Unidos, dias após a operação militar americana em Caracas que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores. As relações entre os dois países estavam rompidas desde 2019.
agressão criminal, ilegítima e ilegal
— Em comunicado oficial, Caracas reiterou que considera a ação dos EUA uma contra o território venezuelano e afirmou que mais de cem pessoas, entre civis e militares, morreram durante a operação do último sábado, classificada pelo governo como violação do direito internacional.
Apesar das críticas, o governo da presidente interina Delcy Rodríguez informou que a decisão de restabelecer missões diplomáticas em ambos os países busca tratar os desdobramentos da crise, incluindo a situação de Maduro e de sua esposa, além de definir uma agenda de interesse mútuo.
A Venezuela enfrentará essa agressão por meio de canais diplomáticos, convicta de que a Diplomacia Bolivariana de Paz é o caminho legítimo para defender a soberania e preservar a paz
— afirmou o governo no comunicado.
Uma delegação dos Estados Unidos chegou a Caracas nesta sexta-feira (9), composta por diplomatas e agentes de segurança ligados à Unidade de Assuntos da Venezuela, sediada na Colômbia. Segundo o Departamento de Estado americano, o grupo fará uma avaliação inicial das condições de segurança e infraestrutura para uma possível reabertura gradual da embaixada dos EUA no país.
O governo venezuelano confirmou a visita e anunciou que enviará uma equipe diplomática a Washington para cumprir funções equivalentes. Os Estados Unidos não mantêm embaixador em Caracas desde 2010 e retiraram todo o pessoal diplomático do país em 2019.
O movimento sinaliza uma possível mudança no relacionamento bilateral, em meio a um dos momentos mais tensos da história recente entre os dois países.
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