Rotas clandestinas seguem sendo usadas para a travessia de pessoas na fronteira entre Brasil e Venezuela, em Pacaraima, no Norte de Roraima.
Imagens mostram pedestres e motociclistas cruzando trilhas irregulares próximas a áreas urbanas, fora dos postos oficiais de controle migratório entre os dois países.
A circulação ocorre em meio à instabilidade na Venezuela, após ataques dos Estados Unidos e a captura do presidente Nicolás Maduro.
Rotas clandestinas têm circulação livre na fronteira do Brasil com a Venezuela
Rotas clandestinas seguem sendo usadas livremente para a circulação de pessoas na fronteira entre o Brasil e a Venezuela, em Pacaraima, cidade no Norte de Roraima. Pessoas usam as trilhas abertas no meio do mato que, na manhã desta quarta-feira (7), não tinha fiscalização.
Imagens feitas pelo g1 na região mostram pessoas e motociclistas cruzando os caminhos irregulares, longe dos postos oficiais de controle migratório. As passagens ficam próximas a vias urbanas e áreas abertas, facilitando o deslocamento entre os dois países.
A circulação ocorre em um momento de instabilidade na Venezuela, após os ataques realizados pelos Estados Unidos e a captura do presidente Nicolás Maduro, o que aumentou a atenção sobre a segurança na fronteira brasileira.
Pessoas cruzam rotas clandestinas na fronteira entre o Brasil e a Venezuela, a pé e em motocicletas. — Foto: Caíque Rodrigues/g1 RR
O g1 conversou com um militar que atua na região. Ele explicou que a fiscalização se concentra, principalmente, dentro da área urbana. Segundo ele, a Polícia Militar realiza patrulhamento e abordagens nessas vias clandestinas.
O militar explicou que não há jurisdição do Exército brasileiro para fiscalizar as rotas no lado venezuelano. Após a travessia, a responsabilidade passa a ser da Polícia Militar. A reportagem procurou a PM para saber como o patrulhamento é feito, mas não recebeu resposta até a última atualização.
Homem cruza fronteira entre o Brasil e a Venezuela, em Pacaraima, por meio de uma rota clandestina. — Foto: Caíque Rodrigues/g1 RR
A fronteira entre Brasil e Venezuela na região é majoritariamente seca, com grandes áreas abertas e de vegetação baixa. Isso favorece a abertura de rotas clandestinas usadas diariamente por moradores e viajantes.
Segundo o militar, após ultrapassar o marco da fronteira, a atuação das forças brasileiras fica limitada, já que o território passa a ser venezuelano.
Apesar da presença do Exército Brasileiro na região, as imagens mostram que o uso das trilhas clandestinas continua.
De segunda a sábado, as notícias que você não pode perder diretamente no seu e-mail.
Empresa citou elevado risco financeiro e afirmou que seguirá com fusão com a Netflix.
Governo Trump lança site com sua versão sobre o ataque ao Capitólio
Conteúdo da administração republicana chama a invasão de 'protesto pacífico'.
Motta e Alcolumbre não participarão de ato pró-democracia no 8/1
Com saída de Lewandowski, Lula pode criar Ministério da Segurança Pública
Operação prende 3 e encontra nova área de lazer do traficante Peixão
Corpo de adolescente que desapareceu no mar de Copacabana é encontrado
Luiz Gabriel de Souza Silva, de 14 anos, foi arrastado pelas ondas no dia 31.