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Rotas clandestinas têm circulação livre na fronteira entre Brasil e Venezuela

Rotas clandestinas seguem sendo usadas para a travessia de pessoas na fronteira entre Brasil e Venezuela, em Pacaraima, no Norte de Roraima.

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 07/01/2026 às 10:31 · Atualizado há 5 dias
Rotas clandestinas têm circulação livre na fronteira entre Brasil e Venezuela
Foto: Reprodução / Arquivo

Rotas clandestinas seguem sendo usadas para a travessia de pessoas na fronteira entre Brasil e Venezuela, em Pacaraima, no Norte de Roraima.

Imagens mostram pedestres e motociclistas cruzando trilhas irregulares próximas a áreas urbanas, fora dos postos oficiais de controle migratório entre os dois países.

A circulação ocorre em meio à instabilidade na Venezuela, após ataques dos Estados Unidos e a captura do presidente Nicolás Maduro.

Rotas clandestinas têm circulação livre na fronteira do Brasil com a Venezuela

Rotas clandestinas seguem sendo usadas livremente para a circulação de pessoas na fronteira entre o Brasil e a Venezuela, em Pacaraima, cidade no Norte de Roraima. Pessoas usam as trilhas abertas no meio do mato que, na manhã desta quarta-feira (7), não tinha fiscalização.

Imagens feitas pelo g1 na região mostram pessoas e motociclistas cruzando os caminhos irregulares, longe dos postos oficiais de controle migratório. As passagens ficam próximas a vias urbanas e áreas abertas, facilitando o deslocamento entre os dois países.

A circulação ocorre em um momento de instabilidade na Venezuela, após os ataques realizados pelos Estados Unidos e a captura do presidente Nicolás Maduro, o que aumentou a atenção sobre a segurança na fronteira brasileira.

Pessoas cruzam rotas clandestinas na fronteira entre o Brasil e a Venezuela, a pé e em motocicletas. — Foto: Caíque Rodrigues/g1 RR

O g1 conversou com um militar que atua na região. Ele explicou que a fiscalização se concentra, principalmente, dentro da área urbana. Segundo ele, a Polícia Militar realiza patrulhamento e abordagens nessas vias clandestinas.

O militar explicou que não há jurisdição do Exército brasileiro para fiscalizar as rotas no lado venezuelano. Após a travessia, a responsabilidade passa a ser da Polícia Militar. A reportagem procurou a PM para saber como o patrulhamento é feito, mas não recebeu resposta até a última atualização.

Homem cruza fronteira entre o Brasil e a Venezuela, em Pacaraima, por meio de uma rota clandestina. — Foto: Caíque Rodrigues/g1 RR

A fronteira entre Brasil e Venezuela na região é majoritariamente seca, com grandes áreas abertas e de vegetação baixa. Isso favorece a abertura de rotas clandestinas usadas diariamente por moradores e viajantes.

Segundo o militar, após ultrapassar o marco da fronteira, a atuação das forças brasileiras fica limitada, já que o território passa a ser venezuelano.

Apesar da presença do Exército Brasileiro na região, as imagens mostram que o uso das trilhas clandestinas continua.

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