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Prisão de Bolsonaro pega aliados de surpresa e dificulta mobilização de apoiadores

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 23/11/2025 às 07:16 · Atualizado há 2 dias
Prisão de Bolsonaro pega aliados de surpresa e dificulta mobilização de apoiadores
Foto: Reprodução / Arquivo

Por Caio Spechoto e Luany Galdeano

(Folhapress) – A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pegou aliados de surpresa, dificultando uma maior mobilização do eleitorado do político contra a decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federalista) Alexandre de Moraes neste sábado (22). A primeira reação do núcleo mais próximo do ex-presidente foi de recorrer a discursos religiosos para tentar dar coesão à parcela bolsonarista da população.

Apoiadores do ex-presidente se aglomeram em frente à Polícia Federalista em Brasília, para onde Bolsonaro foi levado pela manhã. Também estuveram à noite em uma vigília organizada pelo fruto mais velho do político, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O público somado ficou em algumas centenas de pessoas.
Ao chegar à vigília, Flávio disse que não se tratava de um ato político, mas de uma reunião religiosa.

“Faremos prece pela saúde do meu pai, por justiça, para trazer lucidez às autoridades desse país para não criminalizarem uma simples vigília”, declarou o senador.

A vigília organizada por Flávio foi mencionada por Alexandre de Moraes porquê um dos motivos para a prisão de Jair Bolsonaro, que já estava represado em moradia também por decisão judicial. Ao longo do sábado, o senador reforçou a divulgação do ato nas redes sociais.

Carlos Bolsonaro (PL), irmão de Flávio e vereador no Rio de Janeiro, também compareceu à vigília. Além deles, políticos porquê o senador Rogério Pelágico e os deputados Helio Lopes (PL-RJ) e Bia Kicis (PL-DF). Os deputados Marcel van Hattem (Novo-RS) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) chegaram atrasados porque não estavam em Brasília no primórdio do dia.

Sóstenes, que também é líder do PL, afirmou que a mobilização popular pró-Bolsonaro não é maior por pânico.

“As pessoas estão com pânico, se não estariam tudo na porta da PF igual foi feito com o Lula. Não fazem porque têm certeza que se forem para lá serão presos. Que é logo que o Alexandre de Moraes ditador atua para intimidar o povo”, declarou o deputado.

Simpatizantes e opositores de Bolsonaro discutem. Foto: Gabriela Biló/Folhapress

Vigília pró-Bolsonaro na porta do condomínio

A menção ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é porque, em 2018, Lula foi recluso sob fortes protestos de seus apoiadores. Grupos petistas fizeram uma vigília ao lado do lugar onde ele ficou represado, em Curitiba, durante todo o tempo de prisão.

A vigília pró-Bolsonaro foi realizada a algumas centenas de metros da porta do condomínio onde o ex-presidente mora. Havia um pequeno trio elétrico, mas nenhum dos políticos presentes subiu para discursar. Todos falavam do pavimento, junto dos apoiadores, e o equipamento unicamente amplificava as vozes e tocava músicas religiosas.

O ato começou às 19h15, e os políticos foram embora por volta das 20h30, depois de uma confusão. Um pastor que se apresentou para fazer falas religiosas criticou Bolsonaro, defendendo sua pena, e foi agredido. Saiu do lugar protegido pela polícia.

Em frente à PF, o ato foi menor. Alguns bolsonaristas vestiam verdejante e amarelo e levavam bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos. Pediam para que motoristas buzinassem em obséquio de Bolsonaro -método usado também na vigília.

Houve atritos entre bolsonaristas e lulistas no lugar ao longo do dia. Por volta das 21h, a revelação havia esfriado e reunia 20 pessoas.

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