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Peixes transgênicos fluorescentes do Pantanal passam a integrar o maior aquário de água do

Os 18 exemplares foram resgatados pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) em junho de 2025, durante uma fiscalização em uma loja de aq...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 08/01/2026 às 19:36 · Atualizado há 2 dias
Peixes transgênicos fluorescentes do Pantanal passam a integrar o maior aquário de água do
Foto: Reprodução / Arquivo

Os 18 exemplares foram resgatados pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) em junho de 2025, durante uma fiscalização em uma loja de aquarismo em Campo Grande (MS).

A alteração foi feita com a inserção de genes de anêmonas ou águas-vivas, o que faz com que os peixes apresentem cores fortes e brilhantes sob luz ultravioleta, característica comum no aquarismo internacional.

A restrição existe porque eles não passaram por avaliação de risco ambiental e não têm autorização da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), como determina a legislação de biossegurança.

Tetra-monja, espécie pantaneira, passou por modificação genética para emitir fluorescência. — Foto: Bioparque Pantanal/ Divulgação

O Bioparque Pantanal, maior aquário de água doce do mundo, em Campo Grande, abriga um novo grupo de peixes que chama a atenção do público e da ciência. São os tetra-monja (Gymnocorymbus ternetzi), espécie pantaneira conhecida como tetra-negro, que passou por modificação genética para emitir fluorescência.

Os 18 exemplares foram resgatados pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) em junho de 2025, durante uma fiscalização em uma loja de aquarismo em Campo Grande (MS). No Brasil, a importação, a manutenção e a venda desses peixes são proibidas por lei.

A alteração foi feita com a inserção de genes de anêmonas ou águas-vivas, o que faz com que os peixes apresentem cores fortes e brilhantes sob luz ultravioleta, característica comum no aquarismo internacional.

A restrição existe porque eles não passaram por avaliação de risco ambiental e não têm autorização da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), como determina a legislação de biossegurança.

A presença dos tetra-monja no Bioparque Pantanal permite tratar de temas como engenharia genética, organismos geneticamente modificados (OGMs), biossegurança e os possíveis impactos ambientais da introdução de espécies transgênicas na natureza.

Especialistas apontam que a soltura desses animais no ambiente natural pode causar desequilíbrios, já que os efeitos de organismos geneticamente modificados nos ecossistemas ainda não são totalmente conhecidos.

O caso também reforça a importância da fiscalização ambiental. De acordo com o Decreto nº 5.591/05, manter ou comercializar peixes ornamentais geneticamente modificados é infração grave, com multas que variam de R$ 60 mil a R$ 500 mil. A liberação desses animais no meio ambiente é considerada infração gravíssima, com penalidades que podem chegar a R$ 1,5 milhão.

Sem possibilidade de retorno à natureza, os tetra-monja receberam no Bioparque Pantanal um local adequado, com manejo técnico e cuidados necessários. No espaço, eles passam a ter função educativa, ajudando a aproximar a ciência do público e a ampliar o entendimento sobre conservação da biodiversidade, limites da biotecnologia e responsabilidade ambiental.

Tetra-monja (Gymnocorymbus ternetzi) — Foto: Bioparque Pantanal/ Divulgação

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