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Na ONU, China diz estar “chocada” e pede que EUA libertem Maduro

O embaixador da China na ONU, Fu Cong, disse que o país está "chocado" com a invasão dos Estados Unidos à Venezuela e a captura de Nicolás Maduro. O represen...

Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 05/01/2026 às 14:06 · Atualizado há 5 dias
Na ONU, China diz estar “chocada” e pede que EUA libertem Maduro
Foto: Reprodução / Arquivo
O embaixador da China na ONU, Fu Cong, disse que o país está "chocado" com a invasão dos Estados Unidos à Venezuela e a captura de Nicolás Maduro. O representante também pediu a libertação do líder venezuelano durante reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU nesta segunda-feira (5).

"A China está profundamente chocada e condena fortemente as ações ilegais e os atos de bullying dos EUA, que já acontece há algum tempo", afirmou Cong logo no início do discurso, depois de relembrar os atos norte-americanos contra o país latino.

Cong também disse que a comunidade internacional expressa preocupação com os Estados Unidos há algum tempo, devido às sanções e às ameaças de força contra Venezuela.

O representante falou que o país norte-americano, como membro fixo do Conselho de Segurança da ONU, não deu atenção às preocupações da comunidade internacional.

O embaixador ainda afirmou que os Estados Unidos não seguiram a Carta da ONU, que define que os membros "se absterão, nas suas relações internacionais, da ameaça ou do uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer estado." Atualmente, há 193 membros da ONU.

Por fim, Cong pediu pela segurança e libertação de Maduro e sua esposa, Cilia Flores, que foram captados enquanto dormiam. Ambos foram levados à Nova York, onde a primeira audiência do processo contra o líder ocorreu nesta segunda-feira (5).

Na audiência de custódia, o juiz deve perguntar a Maduro e Flores se se declaram culpados ou inocentes das acusações. A partir desta declaração, será desenhado o caminho para um eventual julgamento.

É comum que nesta primeira audiência a defesa, que ainda não está definida para o caso, tente solicitar liberdade mediante pagamento de fiança. No entanto, dois fatores principais são considerados para essa decisão: o risco de fuga e se o detento representa perigo para a comunidade.

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