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Mercados globais avançam com ofensiva dos EUA na Venezuela; petróleo cai

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Voz do Sertão
Redação: Voz do Sertão 05/01/2026 às 10:52 · Atualizado há 1 semana
Mercados globais avançam com ofensiva dos EUA na Venezuela; petróleo cai
Foto: Reprodução / Arquivo
Os mercados globais avançam nesta segunda-feira (5), em meio à avaliação dos impactos geopolíticos da ofensiva dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura do presidente do país vizinho ao Brasil, Nicolás Maduro, no fim de semana. A operação elevou a incerteza internacional, mas não impediu o avanço dos mercados acionários americanos. Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram levados a Nova York e enfrentam acusações — até o momento infundadas — relacionadas a narcotráfico e outros crimes. Declarações divergentes do governo dos EUA — com tom mais duro do presidente Donald Trump e postura mais cautelosa do secretário de Estado, Marco Rubio — adicionaram volatilidade ao cenário. Enquanto o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) realiza reunião de emergência para discutir a situação, os preços do petróleo recuam, sinalizando leitura de menor risco imediato para a oferta global. No Brasil, o Ibovespa encerrou 2025 com valorização de quase 34%, o melhor desempenho anual em nove anos. A partir desta segunda-feira (5), o índice passa por mudança em sua composição, com a entrada da Copasa e a saída da CVC Brasil. Ao longo da semana, investidores acompanham uma agenda carregada de indicadores, com destaque para dados de emprego, atividade econômica e sentimento do consumidor nos EUA, além do Boletim Focus e da balança comercial no Brasil hoje. O Ibovespa (IBOV) começou 2026 em território negativo, encerrando a sexta-feira (2) em queda de 0,36%, aos 160.538 pontos, com liquidez limitada e ajustes de posição. Na semana passada, o índice também acumulou baixa de 0,36%. O dólar à vista (USDBRL) caiu 1,16%, a R$ 5,4256, acumulando desvalorização de 2,15% no período. A ausência de indicadores relevantes direcionou a atenção do mercado para movimentos corporativos e sinais econômicos futuros. O TCU (Tribunal de Contas da União) abriu inspeção sobre a liquidação do Banco Master pelo Banco Central, enquanto investidores aguardam o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de dezembro, referência para a política de juros do BC, a ser divulgado na próxima sexta-feira (9). As bolsas europeias operam em alta com investidores reagindo à deposição do líder venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos. STOXX 600: +0,53% DAX (Alemanha): +0,78% FTSE 100 (Reino Unido): +0,40% CAC 40 (França): +0,49% FTSE MIB (Itália): +0,65% Os índices futuros de Nova York sobem hoje, com os agentes monitorando o cenário geopolítico. A semana nos EUA é marcada pela divulgação de indicadores econômicos relevantes, com destaque para o relatório de empregos de dezembro. Na quarta-feira (7), serão conhecidos os dados de novembro sobre vagas em aberto, além das pesquisas do ISM da indústria e de serviços, que sinalizam a dinâmica do mercado de trabalho. No fim da semana, o governo estadunidense divulga números de início de construções residenciais de outubro. A Universidade de Michigan publica a prévia de janeiro do índice de confiança do consumidor. Dow Jones Futuro: +0,14% S&P 500 Futuro: +0,29% Nasdaq Futuro: +0,66% Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam em alta após o anúncio do ataque dos EUA à Venezuela e a captura de Nicolás Maduro. No Japão, Nikkei e Topix subiram mais de 3% e 2%, respectivamente, com destaque para ações do setor de defesa. Na Coreia do Sul, o Kospi avançou 3,15% e renovou recorde histórico, impulsionado por papéis de defesa e pela Samsung. O Kosdaq também encerrou em alta, acompanhando o movimento positivo da região.Shanghai SE (China), +1,38%. Nikkei (Japão): +2,97% Hang Seng Index (Hong Kong): +0,03% Nifty 50 (Índia): -0,17% ASX 200 (Austrália): +0,01% Os preços do petróleo operam em baixa hoje, com os investidores avaliando as consequências da captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelas forças estadunidenses. A Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) manteve a produção inalterada no domingo (4), após uma reunião rápida que evitou discussões sobre as crises políticas que afetam vários dos membros do grupo de produtores. Petróleo WTI, -1,10%, a US$ 56,69 o barril Petróleo Brent, -1,00%, a US$ 60,14 o barril Nos Estados Unidos, saem os dados do PMI/ISM industrial de dezembro. Divisão no continente impediu que uma declaração final fosse adotada

Fonte: Agências

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