Os mercados operam mistos, nesta sexta-feira (9), enquanto investidores aguardam a divulgação do relatório de emprego não agrícola (payroll) de dezembro, considerado determinante para as próximas decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed), o banco central estadunidense. O consenso da LSEG aponta para a criação de 60 mil vagas e recuo da taxa de desemprego para 4,5%.
O Fed segue avaliando o mercado de trabalho como variável-chave para o rumo dos juros, em um cenário no qual investidores ainda projetam até dois cortes nas taxas ao longo do ano. Dados recentes reforçaram a leitura de desaceleração: as vagas em aberto caíram ao menor nível em 14 meses em novembro, enquanto os pedidos de auxílio-desemprego apresentaram leve alta.
No campo político, os mercados acompanham a expectativa por uma decisão da Suprema Corte dos EUA sobre a legalidade das tarifas impostas durante o governo Donald Trump. Um eventual questionamento das medidas pode abrir disputas por cerca de US$ 150 bilhões em reembolsos e gerar incertezas sobre acordos comerciais firmados no último ano.
No Brasil, o destaque do dia é a divulgação da inflação oficial de dezembro, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). A projeção aponta alta mensal de 0,35% e inflação anual de 4,30%, sinalizando desaceleração dos preços e leitura mais favorável em relação ao teto das estimativas do mercado.
Em Brasília, o veto integral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao PL da Dosimetria transfere ao Congresso a decisão final sobre o tema. Já no cenário internacional, líderes europeus se reúnem para definir o futuro do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul, em meio à sinalização contrária da França.
O Ibovespa fechou a quinta-feira (8) com alta de 0,59%, aos 162.936,48 pontos, impulsionado principalmente pelo desempenho do setor de petróleo. O dólar comercial fechou o dia com valorização marginal de 0,06%, cotado a R$ 5,389.
Os contratos futuros do Brent subiram 3,4%, encerrando a US$ 61,99 por barril, enquanto o WTI avançou 3,2%, a US$ 57,76. Após dois dias de queda, os preços atingiram o maior nível em duas semanas, em meio a tensões na Venezuela e preocupações com a oferta da Rússia, Iraque e Irã. Com isso, Brava (BRAV3), PRIO (PRIO3) e Petrobras (PETR3; PETR4) registraram ganhos.
O movimento ocorre após os Estados Unidos apreenderem dois navios ligados à Venezuela, um deles sob bandeira russa, intensificando o bloqueio de embarcações sancionadas. O presidente Donald Trump afirmou que o controle sobre a receita de petróleo venezuelana poderá se estender por anos.
Os mercados europeus operam em alta após as perdas da véspera, com destaque para as ações do setor de defesa, que acumulam o quinto dia consecutivo de ganhos. O movimento ocorre após novos apelos do presidente Donald Trump por aumento dos gastos militares dos EUA. A retórica sobre a Groenlândia também ganhou força, com Trump defendendo que o território passe ao controle de Washington. A possibilidade, que inclui até ação militar, levanta incertezas geopolíticas e pressiona a relação entre EUA, Dinamarca e a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte).
STOXX 600: +0,41% DAX (Alemanha): +0,02% FTSE 100 (Reino Unido): +0,24% CAC 40 (França): +0,67% FTSE MIB (Itália): +0,17%
Os índices futuros dos EUA operam mistos, com os agentes à espera do payroll, relatório de empregos mais importante que é usado para balizar a política de juros do país.
Dow Jones Futuro: -0,02% S&P 500 Futuro: -0,01% Nasdaq Futuro: +0,02%
As bolsas asiáticas fecharam mistas, enquanto os investidores analisam os dados de inflação da China referentes a dezembro. No campo corporativo, as ações da mineradora Rio Tinto caíram 5% após a empresa anunciar que está em negociações para uma possível aquisição da Glencore. Se o acordo for concretizado, poderá resultar na maior empresa de mineração do mundo, com valor de mercado combinado de quase US$ 207 bilhões.
Shanghai SE (China), +0,92% Nikkei (Japão): +1,61% Hang Seng Index (Hong Kong): +032% Nifty 50 (Índia): -0,74% ASX 200 (Austrália): -0,03%
Os preços do petróleo sobem enquanto investidores avaliam a ameaça de Trump contra o Irã.
Petróleo WTI, +0,83%, a US$ 58,24 o barril Petróleo Brent, +0,84%, a US$ 62,51 o barril
Nos EUA, serão divulgados dados de emprego (payroll), indicador de início de construções e confiança do consumidor.
Os dois mandatários manifestaram grande preocupação com o uso da força contra um país sul-americano, em violação ao direito internacional, à Carta das Nações Unidas e à soberania da Venezuela. E destacaram que tais ações constituem um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regionais e para a ordem internacional
— Por aqui, no Brasil, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, telefonou para o presidente Lula (PT) na tarde de quinta-feira e ambos conversaram sobre a situação na Venezuela, manifestando “grande preocupação” com uso da força contra um país sul-americano, informou o Palácio do Planalto em nota à imprensa. , disse o comunicado.
Ministro da Casa Civil critica interferências externas em meio à polêmica com o TCU