Uma mulher de 32 anos, investigada por agredir a filha de 8 anos, gravar e compartilhar o vídeo das agressões em um grupo de família, deu mais de 40 cintadas na criança.
A contagem foi feita pelo g1 a partir das imagens registradas pela própria mãe, com mais de três minutos de duração.
A agressão teria acontecido na quinta-feira (1º), mas as gravações se espalharam pelas redes sociais durante o fim de semana.
A mãe não foi presa devido à ausência de flagrante, mas o caso é investigado pela delegacia da cidade vizinha de Visconde do Rio Branco.
A mulher de 32 anos, investigada por agredir a filha de 8 anos, gravar e compartilhar o vídeo das agressões em um grupo de família, deu mais de 40 cintadas na criança. A contagem foi feita pelo g1 a partir das filmagens registradas pela própria mãe, com mais de três minutos de duração.
A agressão teria acontecido na quinta-feira (1º), mas as gravações se espalharam pelas redes sociais durante o fim de semana. Segundo a Polícia Militar, a ocorrência foi registrada no domingo (4), após uma denúncia chegar ao Conselho Tutelar, que acompanha o caso.
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp
Eu te pus no mundo, eu te tiro, vagabunda. Manda ‘pra’ família falar que eu tô arrebentando ela aqui, ó. Cala a boca que eu vou dar na cara
— No vídeo (veja acima), a mulher agride e xinga a criança, que estava sem roupas, com um objeto semelhante a um cinto e faz ameaças: .
A mãe não foi presa devido à ausência de flagrante, mas o caso é investigado pela delegacia da cidade vizinha de Visconde do Rio Branco.
Conforme a conselheira tutelar Amandha Ceribelli, o vídeo da agressão foi enviado pela própria mãe em um grupo da família.
Ainda segundo o Conselho Tutelar, a criança vivia com a mãe e o padrasto e, até aquele momento, não havia registros de denúncias contra a família. A menina foi acolhida pelo órgão, recebeu atendimento médico em um posto de saúde e foi levada a um abrigo.
Mãe agride filha de 8 anos em São Geraldo — Foto: Redes Sociais/Reprodução
De acordo com o Código Penal brasileiro, o crime de lesão corporal ou lesão corporal qualificada tem pena de detenção de três meses a cinco anos de reclusão, especialmente quando ocorre no contexto familiar. A conduta também pode configurar maus-tratos, previsto no artigo 136 do Código Penal, com pena de dois a cinco anos de reclusão quando a vítima é menor de 14 anos.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) proíbe expressamente castigos físicos, o que pode resultar ainda em medidas como perda do poder familiar.
Em nota, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) informou que a promotora de Justiça, Letícia de Souza Ribeiro Alonso, auxiliou o Conselho Tutelar na retirada da criança da casa da mãe e que o órgão aguarda a formalização do procedimento para ajuizar uma ação de acolhimento em caráter emergencial.
Agora, os desdobramentos deverão ser tratados com a promotora de Justiça Cyntia Campos Giro, responsável pela Promotoria de Justiça de Defesa das Crianças e dos Adolescentes de Visconde do Rio Branco.
A Constituição Federal estabelece que é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente direitos fundamentais, além de colocá-los a salvo de toda forma de exploração e violência.
Veja como denunciar casos de maus-tratos e negligência a crianças e adolescentes:
Palmada é crime e configura violação de direitos de crianças
De segunda a sábado, as notícias que você não pode perder diretamente no seu e-mail.
Governo Lula aposta que EUA precisam do Brasil para estabilizar Venezuela
Como fica a petroleira estatal venezuelana com a ofensiva dos EUA
Gás do fogão vem direto do poço na maior reserva de petróleo do mundo
O ASSUNTO: qual o interesse de Trump na reserva de petróleo da Venezuela
Homem que marcou encontro com adolescente é preso em flagrante
Governo Trump lança site com sua versão sobre o ataque ao Capitólio
Conteúdo da administração republicana chama a invasão de 'protesto pacífico'.
O que muda para o Brasil com cotas de importação de carne de México e China