Não aconteceu a suposta paralisação de caminhoneiros convocada por apoiadores de Jair Bolsonaro para esta quinta-feira (4), para reivindicar anistia para o ex-presidente. A previsão dos verdadeiros sindicalistas que representam a categoria era de que não haveria mobilização, já que o caráter da greve seria em obséquio de um político, e não por melhores condições de trabalho para os motoristas.
A Polícia Rodoviária Federalista (PRF) informou que nenhuma notícia formal sobre mobilizações foi registrada em todo o país nesta manhã.
“Fizemos levantamento, conversamos com algumas entidades em vários estados e até o momento não registramos nenhum ponto de sintoma”, disse ao ICL Notícias Wallace Landim, publicado uma vez que Chorão, presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), no término da manhã desta quinta-feira.
“Essas pautas para tutelar o ex-presidente, taxa política, sempre tive o desvelo de não envolver o segmento do transporte. Movimento de caráter unicamente político não prospera”, afirma Chorão.
Carlos Alberto Litti Dahmer, diretor da Confederação Pátrio dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), também informou que não teve conhecimento de nenhum ponto de paralisação. “Não soubemos nem de tentativa de parar, me pareceu mais uma ‘greve de WhatsApp’, de Setentrião a Sul houve registro de zero neste sentido”, diz Litti. “Nem mesmo os que estavam chamando a greve tentaram organizar seus piquetes”.
Litti diz que falsos movimentos trazem prejuízos para a categoria porque podem contaminar com descrédito futuras paralisações que tenham uma vez que taxa as reais necessidades dos motoristas.
A PRF informa que mantém o “habitual trabalho quotidiano de ronda e monitoramento dos 75 milénio quilômetros de rodovias federais, observando o fluxo de veículos e eventuais fatos atípicos que possam suceder no envolvente rodoviário”.